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Aluno brasileiro acusado de extorquir dinheiro em escola de Nagoia

Aluno japonês tentou se tornar mais próximo do grupo, oferecendo guloseimas e moedinhas de 100 ienes para agradar e ser aceito

Aluno brasileiro acusado de extorquir dinheiro em escola de Nagoia
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Este é mais um triste exemplo de constrangimento enfrentado por uma família brasileira no Japão. 
A história envolve um garoto brasileiro chamado Kauã, de apenas 12 anos, que estuda na escola Aichi Shogakkoo em Nagoya. Ele é o único brasileiro em um grupo de amigos japoneses.

Tudo começou quando um aluno japonês tentou se tornar mais próximo do grupo, oferecendo guloseimas e moedinhas de 100 ienes como forma de agradar e ser aceito.  No entanto, a mãe desse aluno foi até a direção da escola e acusou apenas o garoto brasileiro de ter roubado 15 mil ienes de seu filho.

A mãe de Kauã, chamada Viviane Dias Yjichi, foi convocada pela escola e defendeu veementemente a inocência do filho, ressaltando que ele sempre tinha dinheiro suficiente para suas despesas e jamais cometeria um ato de roubo. Mesmo assim, para evitar mais constrangimentos, Viviane decidiu pagar os 15 mil ienes exigidos pela mãe japonesa, na esperança de encerrar o caso. No entanto, a situação apenas piorou. 

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O garoto brasileiro passou a ser rotulado como ladrão e perigoso por toda a escola, enfrentando problemas constantes. Diante dessa injustiça, a mãe de Kauã decidiu buscar auxílio da RPJ  para tentar resolver a situação e contestar o acordo que não foi cumprido. Esse caso serve como um alerta para todos os pais, independente do país em que estejam. 

É fundamental acompanhar de perto o dia a dia dos filhos na escola, especialmente no caso de estrangeiros, que podem ser alvos de acusações infundadas. É importante lembrar que mesmo em situações de regras e brincadeiras, bem como quando houver oferta de presente, principalmente dinheiro, os jovens devem recusar educadamente.

Situações como essa impõem um grande desgaste emocional para a família e podem deixar sequelas no desenvolvimento social e emocional do aluno. Portanto, é necessário que as escolas estejam preparadas para lidar com esses tipos de conflitos, tendo medidas preventivas e corretivas adequadas. Somente através de um diálogo aberto e acompanhamento constante dos pais com a escola é possível garantir um ambiente seguro e inclusivo para todos os estudantes, independentemente de sua nacionalidade. 

A educação deve ser uma ferramenta para promover a diversidade e o respeito, fugindo de estereótipos e preconceitos que possam prejudicar o desenvolvimento das crianças e adolescentes.

Por Beto Nagaki

Créditos (Imagem de capa): RPJNEWS

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