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Pesquisa Revela Alarmante Incidência de Assédio de Poder no Japão

Estudo da Workport Inc. aponta que dois em cada três trabalhadores jovens e de meia idade já foram vítimas de assédio

Pesquisa Revela Alarmante Incidência de Assédio de Poder no Japão
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Estudo da Workport Inc. aponta que dois em cada três trabalhadores jovens e de meia idade já foram vítimas de assédio, com metade sofrendo em silêncio.

Uma pesquisa realizada pela Workport Inc., um prestador de serviços de recrutamento com sede em Tóquio, revelou uma realidade alarmante: dois em cada três trabalhadores jovens e em meio de carreira no Japão foram vítimas de assédio de poder. O questionário, realizado de 13 a 21 de março, envolveu 661 pessoas na faixa dos 20 aos 40 anos cadastradas no serviço Workport.

Os resultados mostraram que a proporção de pessoas que afirmaram ter sido vítimas de assédio de poder atingiu 65,5%, um número consistente com pesquisas anteriores, indicando uma persistência preocupante desse problema. Entre as formas de assédio mais comuns estavam o "abuso verbal e insultos", com 78,5%, seguido pela "desvalorização de capacidades e não reconhecimento de conquistas", com 44,3%, e a "imposição de trabalho excessivo ou árduo", com 37,2%.

No entanto, o mais preocupante é a resposta dos trabalhadores ao assédio. Cerca de 46,4% admitiram "aguentar sem falar com ninguém", evidenciando uma cultura de tolerância ao abuso. A pesquisa também destacou a ineficácia das medidas preventivas, com 55,7% dos entrevistados relatando que seus empregadores não estavam tomando medidas para prevenir o assédio de poder, um aumento em relação ao ano anterior.

Embora uma lei para prevenir o assédio de poder tenha sido promulgada para grandes empresas em 2020 e posteriormente ampliada para incluir pequenas e médias empresas em 2022, os resultados indicam uma lacuna significativa entre a legislação e sua implementação efetiva. Um representante da Workport comentou: “Na maioria dos casos, mesmo que estejam a ser tomadas medidas, elas não estão a funcionar. Para evitar que estas medidas se tornem meros esqueletos, é necessário tomar medidas para proteger as vítimas, como a intervenção de organizações externas."

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