Uma nova pesquisa de opinião da ANN (All Nippon News Network) mostra que a popularidade do gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi caiu abaixo da marca de 50% pela primeira vez desde o início de sua gestão. O índice de aprovação recuou para 49,2%, uma queda de 10,9 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
Ao mesmo tempo, a taxa de desaprovação subiu para 34,8%, avançando 11,8 pontos percentuais. Embora a metodologia da pesquisa possa variar em comparação com outros institutos, este é, até o momento, o pior resultado de aprovação e o maior índice de rejeição registrados pelo atual governo.
No Parlamento japonês (Dieta), o cenário também é de pressão. Apesar da prorrogação da sessão legislativa por oito dias, restam apenas cerca de três dias úteis para a análise de projetos considerados prioritários pelo governo. O principal impasse envolve uma proposta defendida pelo Partido da Inovação do Japão, cuja oposição argumenta que deveria ser debatida apenas em uma sessão futura.
Sem maioria na Câmara dos Conselheiros (Câmara Alta), mesmo contando com o apoio do grupo Mirai, a coalizão governista intensificou as negociações para conquistar votos de parlamentares independentes e garantir a aprovação de suas pautas.
Outro tema que ganhou força no debate político é o projeto da chamada "capital secundária" do Japão. O governador de Osaka, Hirofumi Yoshimura, criticou denúncias envolvendo supostos escândalos financeiros relacionados à liderança política de Fukuoka, afirmando que esse tipo de situação compromete a credibilidade da candidatura da região. Já o governador de Fukuoka, Seitaro Hattori, reconheceu a gravidade das acusações e defendeu uma rápida solução para evitar prejuízos ao projeto.
A disputa em torno da criação de uma capital administrativa alternativa promete continuar mobilizando tanto o Parlamento quanto os governos regionais nos próximos meses.
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