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Quarta-feira, 13 de Maio 2026
Policial

Brasileiro denuncia agressão dentro de fábrica no Japão e acusa omissão de empreiteira e falhas da polícia

Hideki Tomita afirma que sofreu ameaças, agressões físicas e falta de assistência após ataque em ambiente de trabalho na província de Aichi

Toshio Sudo
Por Toshio Sudo
Brasileiro denuncia agressão dentro de fábrica no Japão e acusa omissão de empreiteira e falhas da polícia
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A RPJNEWS traz mais um caso que expõe problemas graves envolvendo trabalhadores estrangeiros no Japão. A denúncia do brasileiro Hideki Tomita, morador de Inuyama-Shi, na província de Aichi, revela possíveis falhas trabalhistas, omissão no atendimento, pressão para evitar denúncias e dificuldades enfrentadas por estrangeiros dentro do sistema japonês.

Segundo Tomita, ele vinha sofrendo constantes agressões verbais e físicas de um colega de trabalho identificado como Jhonatan Makoto Sugimatsu, dentro do ambiente da fábrica e durante o horário de expediente.

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Em uma das abordagens, Tomita, que é epiléptico, teria recebido um forte golpe na cabeça. Mesmo após o ocorrido, o brasileiro afirma que não recebeu socorro imediato nem da fábrica e nem da empreiteira responsável, identificada como SK Link.

Relatos obtidos pela reportagem apontam que Jhonatan teria comportamento agressivo, autoritário e de intimidação no ambiente de trabalho. Segundo Tomita, mesmo com apresentação de atestados médicos, a administração da fábrica teria favorecido o acusado, que seria contratado diretamente pela empresa.

Outro ponto grave levantado pela denúncia envolve a atuação da empreiteira. Segundo o trabalhador, a tradutora e representante da SK Link, Naomi Ikawa Tatikawa, teria orientado o brasileiro a não envolver a polícia e nem acionar o Rosai Hoken, seguro japonês destinado a acidentes de trabalho.

“Não envolva a polícia, você pode ser demitido”, teria dito a representante, segundo relato da vítima.
“Não acione o Rosai Hoken”, também teria aconselhado.

A reportagem também levanta questionamentos sobre a qualidade da assistência prestada aos estrangeiros durante atendimentos policiais. Segundo Tomita, durante o registro da ocorrência, a intérprete da polícia utilizava constantemente um dicionário de tradução para conseguir se comunicar, o que teria dificultado ainda mais o entendimento do caso.

Sentindo-se injustiçado e sem apoio, o brasileiro agora busca seus direitos e decidiu tornar pública sua situação como forma de alerta para outros trabalhadores estrangeiros no Japão.

Casos de conflitos e agressões entre brasileiros têm se tornado recorrentes em ambientes de trabalho no Japão. Segundo relatos recebidos pela RPJNEWS ao longo dos anos, muitos desses episódios envolvem indivíduos que se apresentam como “líderes” dentro das fábricas e acabam utilizando intimidação física ou psicológica contra outros trabalhadores.

Especialistas ouvidos informalmente pela reportagem apontam que alguns agressores acreditam em sensação de impunidade, aproveitando-se do fato de o Japão possuir rígido controle sobre armas de fogo, o que faz com que muitos conflitos acabem ocorrendo por meio de agressões físicas diretas.

A situação também reacende críticas sobre a proteção dada aos estrangeiros dentro do sistema trabalhista e jurídico japonês. Embora agressão seja crime no Japão, muitos estrangeiros afirmam enfrentar dificuldades quando tentam denunciar abusos ou buscar apoio institucional.

A RPJNEWS procurou Naomi Ikawa Tatikawa e também Jhonatan Makoto Sugimatsu para que apresentassem suas versões sobre as acusações, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação

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Toshio Sudo

Toshio Sudo é um jornalista multifacetado, formado pela Universidade Braz Cubas.Sua habilidade em investigar, reportar e comunicar informações de forma clara e objetiva, aliada à sua experiência em assessorar estrangeiros, o tornam um profissional...

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