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Sábado, 23 de Maio 2026
Policial

CHEFE DE ONG ANIMAL É PRESA NO JAPÃO APÓS POLÍCIA ENCONTRAR DEZENAS DE ANIMAIS EM SITUAÇÃO DE MAUS-TRATOS

Mulher que atuava no resgate de cães e gatos é suspeita de manter animais doentes em condições precárias e acumular carcaças dentro de casa

Pathy Moraes
Por Pathy Moraes
CHEFE DE ONG ANIMAL É PRESA NO JAPÃO APÓS POLÍCIA ENCONTRAR DEZENAS DE ANIMAIS EM SITUAÇÃO DE MAUS-TRATOS
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Uma mulher de 47 anos, responsável por uma organização de proteção animal em Tóquio, foi presa sob suspeita de violar a Lei de Bem-Estar Animal do Japão após a polícia encontrar dezenas de cães e gatos vivendo em condições consideradas extremamente precárias.

A presa foi identificada como Rumi Marunouchi, representante da entidade “Casa de Proteção para Cães e Gatos da Nana-chan”, localizada no bairro de Shinagawa, em Tóquio.

Segundo a Polícia, ela é suspeita de maltratar 39 animais — sendo 29 cães e 10 gatos — ao mantê-los sem tratamento adequado, mesmo apresentando doenças e ferimentos.

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De acordo com as investigações, os animais estavam em ambiente insalubre, cercados por sujeira e sem os cuidados mínimos necessários. A situação chamou ainda mais atenção das autoridades após a descoberta de aproximadamente 30 carcaças de animais espalhadas pela residência.

A polícia acredita que a mulher tenha desenvolvido um quadro de acumulação compulsiva de animais, fenômeno conhecido em diversos países, no qual pessoas passam a recolher grande quantidade de animais sem possuir condições físicas, emocionais ou financeiras para cuidar deles adequadamente.

Apesar de atuar oficialmente no resgate de cães e gatos abandonados, as autoridades afirmam que a situação dentro da residência representava grave risco à saúde dos animais.

O caso gerou forte repercussão no Japão e reacendeu debates sobre fiscalização de organizações de proteção animal, saúde mental e limites entre resgate e negligência.

As investigações continuam para apurar há quanto tempo os animais viviam nessas condições e se existem outras irregularidades relacionadas à entidade administrada pela suspeita.

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