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A polícia da Prefeitura de Fukuoka prendeu, em 8 de setembro, três cidadãos nepaleses — dois homens e uma mulher, segundo as informações apresentadas — sob suspeita de envolvimento na morte da estudante nepalesa de intercâmbio Rajvansh Lakshmi, de 25 anos, encontrada no rio Nakagawa, que atravessa a região central da cidade.
Rajvansh morava em um apartamento próximo ao rio, no bairro de Chuo. Seu corpo foi localizado cerca de 2 quilômetros rio abaixo, sem os sapatos. Inicialmente, a causa da morte não havia sido determinada, mas exames posteriores apontaram afogamento.
A vítima também apresentava diversos ferimentos na cabeça, alguns considerados graves. De acordo com a investigação, ela teria sido agredida dentro do apartamento e posteriormente lançada da sacada do terceiro andar no rio.
Entre os presos estão Tamang Sands, 28 anos, estudante de uma escola profissionalizante; Tamang Amistha, 28 anos, desempregada; e Rama Pravin, 22 anos, estudante estrangeiro.
Segundo a polícia, Sands é apontada como responsável pelas agressões, enquanto os outros dois suspeitos teriam participado como cúmplices. A investigação indica que Rajvansh teria sido golpeada repetidamente na cabeça com uma panela e estrangulada com uma corda antes de ser jogada no rio.
O chefe da Primeira Divisão de Investigação da polícia de Fukuoka, Kazuhisa Yoshikawa, afirmou em coletiva de imprensa que, até o momento, a polícia acredita que os atos violentos tenham sido praticados diretamente por Sands.
Conflito envolvendo relacionamento
Familiares de Rajvansh relataram a veículos de comunicação que, antes de sua morte, ela havia mencionado problemas envolvendo outras pessoas da comunidade nepalesa e afirmado que já havia sofrido violência praticada por mulheres.
Segundo informações divulgadas pela imprensa japonesa, Sands teria sido ex-namorada de um homem com quem Rajvansh mantinha um relacionamento. Em janeiro deste ano, as três pessoas teriam se envolvido em uma discussão relacionada ao relacionamento. Rajvansh teria procurado a polícia após o episódio e posteriormente mudado de residência.
Postagens públicas feitas pela estudante no TikTok também passaram a ser analisadas. Algumas delas faziam referência a conflitos, inveja e pessoas que seriam consideradas suas inimigas.
A polícia trabalha com a possibilidade de que desentendimentos relacionados ao relacionamento tenham sido uma das motivações do crime, mas a investigação continua para esclarecer a participação de cada suspeito e as circunstâncias que antecederam a morte.
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