Um homem de 42 anos foi condenado a oito anos de prisão pelo assassinato da própria sobrinha, uma menina de apenas 6 anos, cujo corpo foi escondido dentro de um contêiner preenchido com concreto. A sentença foi proferida em 13 de março pelo Tribunal Distrital de Osaka, no Japão.
O condenado, Noriyuki Iimori, foi considerado culpado pelos crimes de lesão corporal seguida de morte e ocultação de cadáver da menina Reina Iwamoto. O caso chocou o país pelo longo período em que o crime permaneceu oculto: os restos mortais da criança só foram descobertos em fevereiro de 2025, em um contêiner localizado na cidade de Yao, na província de Osaka.
De acordo com a acusação, Iimori era responsável por cuidar da sobrinha e, durante uma agressão violenta ocorrida entre o fim de dezembro de 2006 e o início de janeiro de 2007, na casa onde moravam no bairro de Hirano, em Osaka, desferiu um soco no rosto da criança e chutes nas costas e na cintura. As agressões provocaram um choque traumático que resultou na morte da menina.
Após o crime, o homem envolveu o corpo da criança em concreto dentro de um contêiner de roupas, mantendo os restos mortais escondidos por anos. Segundo a investigação, em novembro de 2024, ele chegou a transportar o contêiner usando um carrinho, levando-o de uma residência para outra na mesma cidade de Yao.
Durante o julgamento, os promotores destacaram que Iimori havia assumido a responsabilidade de cuidar da menina devido a problemas familiares, incluindo situações de abuso e negligência, o que o colocava na posição de responsável por sua proteção.
A promotoria classificou o caso como um ataque violento motivado pela raiva, afirmando que o homem perdeu o controle ao se irritar porque a criança não obedeceu a uma ordem. “A dignidade de Reina foi violada até mesmo após sua morte”, afirmaram os promotores ao pedir 12 anos de prisão.
A defesa, por sua vez, alegou que o acusado não tinha experiência em criar uma criança e acabou assumindo a responsabilidade por falta de outra pessoa que pudesse cuidar da menina. Segundo os advogados, ele teria sofrido forte estresse e demonstrado arrependimento, pedindo uma pena de quatro anos ou menos.
Mesmo diante dos argumentos da defesa, o tribunal decidiu pela condenação de oito anos de prisão, encerrando um caso que permaneceu escondido por quase vinte anos.
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