O Brasil já registrou sete casos de hantavírus neste ano, segundo informações do Ministério da Saúde. Apesar da preocupação internacional após um surto envolvendo passageiros de um cruzeiro que partiu da Argentina, as autoridades brasileiras afirmam que não há qualquer relação entre os casos confirmados no país e o genótipo Andes, variante considerada mais transmissível entre humanos.
Os dois casos mais recentes foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). Os pacientes são moradores das cidades de Pérola d’Oeste, no sudoeste do estado, e Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.
De acordo com o Ministério da Saúde, ambos foram infectados após contato com roedores silvestres, principal forma de transmissão da doença. Outros 11 casos seguem em investigação no Paraná, enquanto 21 suspeitas já foram descartadas.
O hantavírus pertence ao gênero Orthohantavirus, grupo de vírus transmitidos principalmente por roedores. Em geral, cada espécie de roedor carrega um tipo específico do vírus. A infecção humana costuma ocorrer pelo contato com fezes, urina ou saliva desses animais, especialmente em ambientes rurais ou locais fechados contaminados.
As autoridades de saúde acompanham com atenção o avanço de casos na Argentina, onde já foram registrados 35 episódios da doença em 2025. Parte da preocupação internacional surgiu após um surto relacionado a um cruzeiro marítimo que teve passageiros monitorados em diferentes países, incluindo o Japão.
O governo japonês também monitora a situação devido à presença de passageiros potencialmente expostos. No entanto, as autoridades japonesas consideram baixo o risco de transmissão local, já que a cepa andina — mais associada à transmissão entre humanos — não é considerada nativa no país.
Segundo avaliação recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo.
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