Um caso grave de invasão de privacidade e possível assédio dentro do ambiente de trabalho chocou a cidade de Nara, no Japão. O dentista Hideyuki Shibahara, de 56 anos, foi preso sob suspeita Registro não autorizado de intimidade sexual da província após instalar uma câmera escondida no vestiário feminino de sua própria clínica odontológica.
Segundo a polícia, o equipamento utilizado tinha formato de caneta e era capaz de gravar vídeos discretamente. O dispositivo foi colocado sobre um armário no vestiário da clínica onde Shibahara atuava como diretor.
Funcionárias encontraram a câmera na manhã do dia 27 de abril e confrontaram o dentista. De acordo com as investigações, ele admitiu imediatamente ter colocado o aparelho no local e chegou a recolher temporariamente a câmera das mãos das funcionárias.
Horas depois, as funcionárias entregaram o equipamento à polícia, dando início oficial à investigação. No entanto, ao analisar o dispositivo, os investigadores constataram que os dados armazenados já haviam sido apagados.
Durante o interrogatório, Shibahara confessou o crime e declarou que seu objetivo era “ver as funcionárias de roupa íntima”, segundo informações divulgadas pelas autoridades.
A polícia agora investiga se o equipamento já havia sido instalado em outras ocasiões e se existem possíveis vítimas anteriores dentro da clínica.
O caso reacende o debate sobre assédio, abuso de confiança e vigilância ilegal em ambientes profissionais no Japão, especialmente em locais onde funcionários deveriam se sentir seguros e protegidos.
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