A Ferrari apresentou oficialmente nesta segunda-feira (25) o seu primeiro carro totalmente elétrico, marcando uma mudança histórica na trajetória da tradicional fabricante italiana de superesportivos. Batizado de “Luce” — palavra italiana para “luz” — o modelo chega ao mercado com preço estimado em US$ 640 mil, cerca de R$ 3,2 milhões na cotação atual.
O lançamento, porém, provocou forte repercussão entre admiradores da marca nas redes sociais. Enquanto alguns elogiaram o visual moderno e a proposta inovadora do veículo, outros criticaram duramente a decisão da Ferrari de entrar de vez no segmento elétrico.
Comentários como “isso não é uma Ferrari” e “direto para o ferro-velho” se misturaram a elogios chamando o modelo de “obra-prima futurista” e “aula de design”.
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O Luce foi desenvolvido em parceria com a agência LoveFrom, fundada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive, conhecido mundialmente por seu trabalho nos produtos da gigante da tecnologia. O carro também chama atenção por fugir do padrão tradicional da Ferrari ao trazer cinco lugares, algo incomum nos modelos da marca.
Segundo o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, o projeto levou cerca de cinco anos para ser concluído. A empresa decidiu avançar no segmento elétrico após inicialmente apostar apenas em modelos híbridos, combinando motores a combustão e eletricidade.
O novo superesportivo conta com motores elétricos desenvolvidos pela própria Ferrari, instalados em cada roda, permitindo que o veículo acelere de 0 a 96 km/h em aproximadamente 2,5 segundos.
A montadora também afirmou que todos os componentes do Luce foram produzidos internamente, estratégia que visa facilitar futuras manutenções e preservar o valor de revenda do veículo.
O lançamento acontece em um momento delicado para o mercado de carros elétricos de luxo. Concorrentes como Lamborghini e Porsche reduziram recentemente seus planos de expansão no setor diante da queda na demanda global e da crescente concorrência de fabricantes chinesas.
Mesmo cercado de polêmica, o Luce representa uma das maiores transformações da história da Ferrari e sinaliza que até as marcas mais tradicionais do automobilismo estão sendo pressionadas pela transição energética global.
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