Um escândalo chocou Hiroshima, no Japão. Funcionários de uma creche pós-escola, o WataKko Club, foram acusados de praticar agressões contra crianças com deficiência, incluindo golpes semelhantes aos de luta livre profissional.
Segundo denúncias de ex-funcionários, a violência não era isolada, mas sim rotina dentro da instituição. Um deles afirmou que “os gritos e agressões eram uma forma diária de comunicação entre a administração e as crianças”.
Um dos casos mais graves apontados foi o de uma criança que, mesmo gritando “Pare!”, teve a perna imobilizada em um golpe pelo próprio representante da operadora Wata no Hana, responsável pela creche.
Uma ex-funcionária relatou o clima de normalização da violência:
“Era uma atmosfera estranha. Acho que eles nem percebiam que era errado.”
Punição e investigação
A prefeitura da cidade confirmou a prática de comportamento abusivo e determinou a suspensão das atividades da operadora Wata no Hana por três meses, a partir de 1º de setembro, por violar a obrigação de respeitar a dignidade das crianças.
Em depoimento, o representante da instituição tentou justificar as agressões dizendo que eram “uma forma de comunicação durante o jogo”.
Além da violência, surgiram novas revelações: duas creches operadas pela mesma empresa estavam funcionando sem o número mínimo de funcionários exigido por lei e ainda recebiam subsídios de forma fraudulenta.
Canal-Televisão Shin-Hiroshima
Com isso, as autoridades de Hiroshima já revogaram a designação da empresa como operadora de serviços autorizados e seguem apurando o caso.
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