O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou em Nova York por volta das 18h30 deste sábado (3), após ter sido capturado por autoridades dos Estados Unidos durante uma operação realizada na madrugada, em Caracas, segundo informações divulgadas pelo governo americano.

Mais cedo, em entrevista coletiva, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o futuro político da Venezuela ainda está sob avaliação. De acordo com ele, o país deverá passar por um período de transição sob a administração de um “grupo” designado por Washington, sem detalhar a composição, o funcionamento ou os prazos desse arranjo. Trump também declarou que a ação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas, mas não informou inicialmente para onde Maduro e a primeira-dama haviam sido levados.

Ainda neste sábado, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal federal de Nova York. Segundo a procuradoria, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — que também foi detida —, foram formalmente denunciados por uma série de crimes, entre eles:

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  • Conspiração para narcoterrorismo;

  • Conspiração para importação de cocaína;

  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;

  • Conspiração para posse de armamento pesado.

Na Venezuela, o paradeiro de Maduro gerou incerteza nas primeiras horas após a operação. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber onde o presidente estava e exigiu do governo americano uma prova de vida.

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Durante a madrugada, uma série de explosões atingiu Caracas. Segundo a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores de diferentes bairros relataram tremores, intenso barulho de aeronaves e correria nas ruas. Parte da capital ficou sem energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da cidade. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques e afirmou que os bombardeios em território venezuelano, assim como a captura de Nicolás Maduro, ultrapassam uma linha considerada inaceitável. Lula declarou ainda que segue à disposição para buscar uma solução por meio do diálogo e da cooperação internacional.

 
 
FONTE/CRÉDITOS: BAND NEWS