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SAITAMA — Quase 60% dos estrangeiros que vivem na província de Saitama desejam permanecer na região de forma definitiva. No entanto, cerca de 40% demonstram preocupação com a discriminação, segundo uma pesquisa realizada pelo governo provincial.
O levantamento também revelou que muitos residentes estrangeiros esperam maior oferta de informações em diversos idiomas, além da ampliação e melhoria dos programas de ensino da língua japonesa.
“Vamos aproveitar esses dados para desenvolver políticas públicas mais eficazes voltadas aos cidadãos estrangeiros, especialmente na área de ensino do idioma”, afirmou um representante da divisão de assuntos internacionais da província.
De acordo com o órgão, pesquisas desse tipo vêm sendo realizadas desde 2013, com o objetivo de compreender melhor a realidade dos estrangeiros e suas necessidades junto às autoridades locais. Saitama está localizada nos arredores de Tóquio e concentra uma significativa população internacional.
A edição mais recente do estudo foi conduzida entre novembro e dezembro do ano passado, por meio de questionários enviados por correio e internet. Ao todo, 4 mil residentes estrangeiros foram selecionados aleatoriamente a partir dos registros municipais, com 1.064 respostas válidas coletadas.
O questionário, composto por 20 perguntas, abordou temas como origem dos entrevistados, desafios do cotidiano e planos de permanência na região.
Quando questionados sobre a intenção de continuar vivendo em Saitama, 59,9% afirmaram que desejam residir permanentemente na província. Considerando também aqueles que pretendem ficar entre dois e dez anos, o índice total de permanência chega a 84%.
O nível de satisfação com a vida local também se mostrou elevado: mais de 90% dos entrevistados disseram estar “totalmente” ou “parcialmente” satisfeitos. Entre os principais fatores positivos, 69,5% destacaram a segurança e a facilidade de convivência, enquanto 52,5% apontaram a região como adequada para compreender a cultura e os costumes japoneses.
Por outro lado, menos de 20% consideram suficiente o suporte multilíngue ou os serviços de assistência social disponíveis, indicando lacunas importantes na integração.
A discriminação aparece como o principal fator de insatisfação, sendo mencionada por 39,3% dos entrevistados — o maior índice entre as preocupações apontadas.
Quando questionados sobre quais medidas esperam do governo provincial, 34,1% pediram ampliação de serviços de informação e consulta em múltiplos idiomas. Outros 31,4% solicitaram mais apoio no aprendizado da língua japonesa, enquanto 31,2% defenderam a expansão de programas de assistência social. Já 30,9% destacaram a necessidade de ações concretas para combater a discriminação.
Na seção de comentários livres, muitos participantes reforçaram a necessidade de programas mais abrangentes de ensino do idioma e políticas efetivas contra atitudes discriminatórias. Ao mesmo tempo, um número considerável de respondentes também defendeu regras mais rígidas para estrangeiros que não cumprem leis e normas locais.
Em relação às nacionalidades, os chineses representam o maior grupo entre os entrevistados, com 333 pessoas, seguidos por vietnamitas (203), filipinos (139) e indonésios (61).
Quanto ao status de residência, os residentes permanentes formam o maior grupo, com 335 participantes. Outros 167 atuam nas áreas de tecnologia, humanidades ou relações internacionais, 118 possuem visto de “habilidades específicas” e 98 estão no programa de estágio técnico.
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