O Tribunal Distrital de Shizuoka iniciou, em 27 de abril, o julgamento de um dentista de 50 anos acusado de abusar sexualmente de duas pacientes — uma delas menor de idade — durante consultas odontológicas. O réu, residente no bairro Kojika, em Suruga, foi indiciado por três crimes: atentado ao pudor sem consentimento, filmagem de atos sexuais e violação da Lei de Proibição da Prostituição e Pornografia Infantil.
Segundo a acusação, o dentista aproveitava dias em que a clínica estava fechada e sem funcionários para marcar atendimentos. Durante os supostos “procedimentos ortodônticos”, ele cobria parcialmente o rosto das vítimas com uma toalha e, sob o pretexto de “exercícios de língua”, obrigava as pacientes a realizar atos libidinosos. O réu chegou a filmar os abusos com seu celular, incluindo cenas de ejaculação, o que foi decisivo para a descoberta dos crimes.
Questionada pela juíza Yuko Nonoyama se admitia ou negava as acusações, o acusado confirmou. Uma das vítimas, em depoimento lido em tribunal, afirmou: “Quero a punição mais severa possível para este crime malicioso que se aproveitou da posição de dentista. Não consigo parar de me lembrar disso todos os dias.”
A promotoria informou que novas denúncias de outras pacientes estão sendo investigadas e que pretende apresentar acusações adicionais. A próxima audiência está marcada para 2 de junho.
Este caso tem gerado forte repercussão no Japão, levantando questionamentos sobre a confiança pública em profissionais da saúde e a necessidade de maior fiscalização em clínicas privadas.
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