A Polícia da província de Shizuoka prendeu, na terça-feira (18), Shohei Goto, 27 anos, filho mais velho de Kazumasa Goto, além de outras cinco pessoas — entre elas a esposa de Shohei — sob suspeita de abandono de cadáver. O grupo é acusado de ocultar o corpo de Kazumasa, encontrado em agosto, na cidade de Hamamatsu.
Apesar da gravidade do caso, a polícia divulgou poucas informações, o que tem gerado dúvidas, lacunas e contradições sobre a linha de investigação.
Também foi detido Reyes Mark Allen Ipanto, 31 anos, filipino residente em Hamamatsu, no entanto, a polícia não esclareceu se o filipino tem relação direta com o conflito familiar envolvendo a morte de Kazumasa.
O corpo de Kazumasa Goto, de 75 anos, foi identificado sem que a polícia detalhasse a causa da morte ou se há indícios de violência. Informações preliminares apontam que Kazumasa teria enfrentado problemas financeiros envolvendo o próprio filho, o que poderia ter motivado desentendimentos. Porém, novamente, a polícia evita confirmar se essas disputas têm ligação com a morte.
Segundo os investigadores, o grupo teria conspirado para abandonar o corpo ao relento no distrito de Hamana, por volta de 12 de agosto. Entre os detidos, levantou-se a possibilidade de envolvimento de dois brasileiros, mas a polícia afirma que não há, até o momento, comprovação de ligação desses estrangeiros com os suspeitos principais.
A falta de clareza em diversos pontos — desde a motivação, passando pela cronologia dos fatos, até a conexão entre os suspeitos — tem levantado críticas quanto à transparência da polícia japonesa, que costuma ser rígida na divulgação de dados, mas neste caso tem apresentado informações fragmentadas e, por vezes, desconexas.
Até agora a causa da morte permanece indefinida. A polícia afirma apenas que as investigações estão em andamento e, até o fechamento desta matéria, nenhuma atualização adicional havia sido divulgada, deixando familiares, comunidade e imprensa em busca de respostas mais objetivas.