A polícia da província de Kanagawa, no Japão, prendeu um jovem de 19 anos suspeito de assassinar sua ex-namorada, Yui Sato, de 17 anos, após ela se recusar a retomar o relacionamento.
A adolescente, estudante do terceiro ano do ensino médio, saiu de casa por volta das 18h30 do dia 10 de junho dizendo à família que iria encontrar o ex-namorado. No entanto, ela não retornou. Preocupados, os familiares acionaram a polícia ainda naquela noite.
As informações de localização do smartphone da jovem permaneceram ativas durante toda a madrugada, indicando um ponto próximo ao rio Sagami, nas imediações da estação Shimomizo, no distrito de Minami, em Sagamihara, província de Kanagawa. O local era uma área isolada, cercada por vegetação e situada sob uma ponte.
Por volta das 2h da manhã do dia 11 de junho, equipes de busca localizaram Yui Sato em parada cardiorrespiratória. O corpo estava no mesmo local indicado pelo GPS do aparelho celular.
Cerca de duas horas após a descoberta, policiais foram até a residência do ex-namorado da vítima, identificado apenas como A., de 19 anos, funcionário de uma empresa de pintura. O imóvel fica a aproximadamente seis quilômetros do local onde o crime ocorreu.
Segundo o pai do suspeito, a polícia chegou à residência ainda durante a madrugada e conduziu o jovem para a delegacia. Horas depois, pouco antes das 17h, ele foi preso sob suspeita de assassinato.
Durante o interrogatório, o suspeito confessou o crime. De acordo com a investigação, ele teria convidado a ex-namorada para um encontro na margem do rio Sagami. Após soltarem fogos de artifício, o jovem insistiu para que os dois reatassem o relacionamento. Diante da recusa da adolescente, ele teria cometido o assassinato.
Em depoimento, o suspeito afirmou que ficou com raiva após ouvir novamente a negativa da ex-companheira. A autópsia apontou que a causa da morte foi asfixia provocada por compressão do pescoço.
As investigações indicam que o casal começou a namorar no ano passado após o jovem entrar em contato com Yui pelas redes sociais. O relacionamento, entretanto, terminou porque ele demonstrava comportamento excessivamente possessivo.
Uma ex-colega de escola do suspeito relatou à imprensa japonesa que ele já apresentava problemas de comportamento durante o período em que estudava no colégio.
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