TÓQUIO – O governo japonês anunciou que está elaborando um pacote abrangente de medidas voltadas a residentes estrangeiros e turistas, com previsão de conclusão em janeiro de 2026. A decisão foi confirmada pelo porta-voz oficial Minoru Kihara, após a primeira reunião ministerial sobre políticas para estrangeiros desde o início do governo da primeira-ministra Sanae Takaichi.

Durante a coletiva, Kihara afirmou que o objetivo é fortalecer a supervisão do governo central sobre temas relacionados à presença estrangeira e “construir uma sociedade segura, ordenada e inclusiva, tanto para os japoneses quanto para os estrangeiros que vivem no país”.

O debate ocorre em meio a crescentes críticas e tensões públicas sobre casos de permanência ilegal e uso indevido de serviços públicos por alguns estrangeiros. A premiê Takaichi, conhecida por sua linha conservadora, reconheceu a insatisfação de parte da população.

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“Há um sentimento de preocupação e injustiça entre os cidadãos devido a condutas ilegais de alguns estrangeiros. O governo responderá com firmeza, mas sem alimentar a xenofobia”, afirmou a primeira-ministra.

Entre as novas diretrizes em discussão, o Ministério da Saúde planeja aplicar, a partir de junho de 2027, medidas mais rígidas contra residentes estrangeiros que não pagam o seguro nacional de saúde, podendo inclusive negar renovações ou mudanças no status de residência.

A proposta será conduzida em conjunto com a Agência de Serviços de Imigração e visa garantir maior responsabilidade financeira e regularidade documental entre estrangeiros que permanecem no Japão por mais de três meses.

Além disso, o governo estuda endurecer a concessão de vistos de médio e longo prazo, levando em conta casos de contas médicas não pagas deixadas por turistas durante suas estadias.

A administração Takaichi também deve avaliar novos critérios para aceitação de trabalhadores estrangeiros qualificados, equilibrando a demanda por mão de obra com a manutenção da ordem e da confiança pública no sistema de imigração.

“Nosso foco é construir um modelo de convivência que una segurança, responsabilidade e respeito mútuo”, concluiu Kihara.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação