TÓQUIO — O Ministério da Defesa do Japão informou nesta terça-feira que colocou em operação mísseis de longo alcance em duas bases da Força Terrestre de Autodefesa, em Kumamoto e Shizuoka. A iniciativa representa uma mudança relevante na política de defesa do país, tradicionalmente limitada pela Constituição pacifista.

Com a nova estratégia, o Japão passa a contar com capacidade de contra-ataque, permitindo atingir bases inimigas diante da ameaça de um ataque iminente. A medida ocorre em meio ao aumento das tensões regionais, especialmente com a China.

Segundo o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, o reforço militar é necessário diante de um cenário de segurança cada vez mais complexo. O governo, no entanto, enfrenta críticas de moradores das regiões afetadas, que temem que as bases se tornem alvos em caso de conflito.

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Entre os sistemas implantados está uma versão terrestre do míssil Tipo 12, com alcance de cerca de 1.000 km. O Japão também estuda ampliar essa capacidade para até 2.000 km e expandir a presença de armamentos em outras regiões do país.

A política de contra-ataque foi formalizada em 2022, durante o governo de Fumio Kishida, e faz parte de um plano mais amplo de fortalecimento das Forças de Autodefesa.

FONTE/CRÉDITOS: KYODO NEWS