A mídia estatal iraniana confirmou, na manhã deste domingo (1º), a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, após ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos estratégicos no país.
Em publicação na rede social X, a agência de notícias Fars declarou: “Pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O Líder Supremo da Revolução foi martirizado”. Segundo veículos oficiais, Khamenei teria sido morto nas primeiras horas de sábado (28), durante a primeira onda de bombardeios.
Horas antes da confirmação iraniana, duas fontes israelenses informaram à CNN Internacional que o líder já estaria morto. Imagens de satélite divulgadas por analistas independentes mostraram fumaça saindo do complexo residencial de Khamenei, que foi atingido diretamente pelos ataques.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia sinalizado a possibilidade da morte do aiatolá em publicação na Truth Social. “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue”, escreveu.
Trump afirmou ainda que o líder iraniano “não conseguiu escapar da inteligência e dos sofisticados sistemas de rastreamento” dos EUA, destacando a coordenação com Israel na operação.
De acordo com a imprensa estatal iraniana, também morreram no ataque a filha de Khamenei, um de seus netos, além da nora e do genro do líder religioso.
Escalada militar e promessa de ofensiva prolongada
No sábado, Trump anunciou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” contra o Irã, com o objetivo declarado de aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.
Em vídeo de oito minutos publicado na Truth Social, o presidente acusou o regime iraniano de rejeitar “todas as oportunidades” para abandonar suas ambições nucleares e afirmou que Washington “não aguenta mais”.
Diferentemente da ofensiva anterior, realizada em junho de 2025 e encerrada em poucas horas, os novos ataques começaram à luz do dia, na madrugada de sábado — primeiro dia útil da semana no Irã — enquanto milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho e para escolas.
Fontes ouvidas pela CNN Internacional indicaram que, desta vez, o planejamento militar prevê uma campanha de vários dias. Khamenei já figurava entre os principais alvos da primeira fase da operação, ao lado de outros membros de alto escalão do regime.
Retaliação iraniana atinge bases no Oriente Médio
Em resposta, o governo iraniano lançou uma ofensiva considerada sem precedentes contra interesses americanos na região. Explosões foram registradas em diversos países que abrigam bases militares dos EUA, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
A morte de Khamenei, caso confirmada de forma independente por observadores internacionais, representa um ponto de inflexão histórico na política do Oriente Médio, com potencial para desencadear uma reconfiguração profunda do equilíbrio de poder na região.
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