O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão anunciou, no dia 13, a morte de uma mulher estrangeira na faixa dos 60 anos após ela se submeter a um tratamento de medicina regenerativa na Clínica Ginza, localizada no distrito de Chuo, em Tóquio. A unidade é administrada pela empresa médica Neopolis Clinic.
Diante do caso, o ministério determinou uma ordem emergencial de suspensão temporária das atividades das instituições envolvidas, com base na Lei de Segurança da Medicina Regenerativa. As autoridades agora investigam as circunstâncias que levaram à morte da paciente.
Segundo informações oficiais, a mulher passou pelo procedimento no dia 10, anunciado pela clínica como um tratamento para aliviar dores. A técnica consistia na coleta prévia de células da própria paciente, no processamento dessas células em um laboratório especializado e, posteriormente, na injeção intravenosa do material celular.
Durante a aplicação, no entanto, o estado de saúde da paciente se deteriorou repentinamente. Ela sofreu parada cardíaca enquanto era transportada de ambulância e foi declarada morta após dar entrada no hospital.
Como a causa da morte ainda não foi confirmada, o governo japonês determinou que a Clínica Ginza suspenda temporariamente os serviços médicos. A medida também atingiu o Centro de Cultura de Células-Tronco JASC Kyoto, responsável pelo processamento das células utilizadas no tratamento, que deverá interromper temporariamente a produção celular.
Outro laboratório envolvido no processamento das células, o Centro de Cultura de Células-Tronco RBio, localizado em Seul, na Coreia do Sul, também foi citado na investigação. Como se trata de uma instituição no exterior, o ministério japonês não pode aplicar ordens diretas de suspensão, mas solicitou oficialmente que o envio de produtos celulares seja interrompido.
Este é o segundo caso de morte relacionado à medicina regenerativa que leva o governo japonês a emitir uma ordem emergencial de suspensão. Um episódio semelhante foi registrado em agosto do ano passado, também em uma clínica em Tóquio.
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