O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou publicamente o povo iraniano a assumir o controle do próprio governo após a conclusão das “principais operações de combate” conduzidas por forças americanas e israelenses no Irã. A declaração representa uma escalada significativa nas tensões entre Washington e Teerã.
Segundo o Pentágono, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto pouco depois das 9h (horário local), na operação batizada de “Operação Fúria Épica”. A ofensiva ocorreu em meio ao impasse nas negociações nucleares entre os dois países.
Em vídeo publicado na rede Truth Social, Trump dirigiu-se diretamente à população iraniana. “A hora da sua liberdade está próxima. Fiquem abrigados. Não saiam de casa. É muito perigoso lá fora. Bombas vão cair por toda parte. Quando terminarmos, tomem o controle do governo. Ele será seu”, afirmou.
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O presidente declarou ainda que a ofensiva pode representar “a única chance por gerações” para uma mudança de regime no país. “Por muitos anos vocês pediram a ajuda dos Estados Unidos e nunca receberam. Nenhum presidente esteve disposto a fazer o que estou disposto a fazer esta noite”, disse.
Apesar de afirmar que a operação busca “empoderar o povo iraniano”, Trump ressaltou que o objetivo central é “defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano”, que classificou como “cruel” e responsável por desestabilizar o Oriente Médio.
O presidente reconheceu a possibilidade de baixas entre militares americanos, mas descreveu a missão como “nobre”. “As vidas de heróis americanos corajosos podem ser perdidas. Isso acontece frequentemente em guerras. Mas não estamos fazendo isso pelo presente, e sim pelo futuro”, declarou.
Trump reiterou que impedir o Irã de obter armas nucleares é uma diretriz permanente da política externa dos Estados Unidos, especialmente de sua administração. “Sempre foi política dos Estados Unidos que esse regime jamais poderá ter uma arma nuclear. Vou repetir: eles jamais poderão ter uma arma nuclear”, afirmou.
A ofensiva militar ocorre poucas horas após Trump declarar a jornalistas que estava “insatisfeito” com o andamento das negociações nucleares. Washington e Teerã vinham mantendo tratativas indiretas, e, em 19 de fevereiro, o presidente americano estabeleceu um prazo de 10 a 15 dias para que o Irã apresentasse avanços concretos em direção a um acordo.
Durante seu discurso sobre o Estado da União, Trump já havia sinalizado que sua busca por um entendimento diplomático estaria respaldada pela força militar, reforçando a estratégia de pressão máxima adotada por sua gestão.
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