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Sábado, 25 de Abril 2026

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Donald Trump reúne líderes latino-americanos para formar coalizão contra o narcotráfico

Encontro na Flórida também mira influência da China e reforça alianças com governos conservadores da região

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Por RPJNews
Donald Trump reúne líderes latino-americanos para formar coalizão contra o narcotráfico
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu neste sábado (7), na Flórida, chefes de Estado e lideranças políticas da América Latina e do Caribe para anunciar a criação de uma coalizão militar de combate ao narcotráfico internacional. A iniciativa faz parte da estratégia de segurança defendida por Trump durante seu segundo mandato.

Batizada de “Escudo das Américas”, a cúpula contou com a participação de ao menos uma dúzia de líderes regionais. Durante o encontro, Trump assinou uma proclamação formalizando a nova aliança e afirmou que o objetivo é enfrentar o poder de cartéis de drogas, gangues criminosas e organizações transnacionais.

“É uma parte maravilhosa do mundo, mas para aproveitar todo esse enorme potencial, precisamos acabar com o domínio dos cartéis e libertar de verdade o nosso povo”, declarou o presidente norte-americano.

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Trump tem citado o narcotráfico como principal justificativa para ampliar a presença dos Estados Unidos na América Latina. Nos últimos meses, Washington intensificou a pressão diplomática e econômica sobre a Venezuela. Em janeiro, o governo norte-americano anunciou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, medida que elevou as tensões na região.

Além do combate ao crime organizado, o encontro também representa uma tentativa de Washington de conter o avanço da influência chinesa no continente. O governo norte-americano avalia que a presença econômica e estratégica de Pequim tem crescido de forma significativa nos últimos anos.

A cúpula ocorreu às vésperas de conversas diplomáticas entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previstas para o fim de março, em Pequim. A Casa Branca busca reaproximar países latino-americanos dos Estados Unidos após um período de expansão comercial e financeira chinesa na região.

Líderes conservadores marcam presença

O encontro reuniu governantes alinhados a pautas conservadoras nas áreas de segurança pública, imigração e economia.

Entre os participantes estavam o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast; e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

Bukele ganhou projeção internacional por sua política de repressão às gangues criminosas, alvo de críticas de organizações de direitos humanos. Sua estratégia de segurança tem sido vista como referência por setores da direita latino-americana.

Também participaram o presidente de Honduras, Nasry Asfura, e o presidente do Equador, Daniel Noboa, que recentemente anunciou operações conjuntas com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico.

Grande parte desses líderes defende políticas de linha dura contra o crime e a imigração irregular, priorizando ações repressivas e maior participação da iniciativa privada na economia.

Disputa geopolítica com a China

Analistas avaliam que a coalizão também possui forte componente geopolítico. Segundo Ryan Berg, diretor do Programa das Américas no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o comércio entre China e América Latina atingiu US$ 518 bilhões em 2024, enquanto empréstimos chineses à região superaram US$ 120 bilhões.

A presença chinesa inclui investimentos em infraestrutura estratégica, como portos, energia e tecnologia, além de acordos financeiros com governos locais. Projetos como instalações espaciais na Argentina e um megaporto no Peru têm gerado preocupação em Washington.

Autoridades norte-americanas intensificaram pressões para limitar a participação chinesa em setores considerados sensíveis. Um dos episódios recentes envolveu ações do governo do Panamá contra uma empresa sediada em Hong Kong ligada a operações no Canal do Panamá.

Os Estados Unidos também vêm adotando medidas diretas na região. Além da ação contra Maduro, Washington reforçou sanções econômicas à Cuba e ampliou restrições comerciais.

De acordo com integrantes do governo norte-americano, parte dessas ações busca reduzir a influência estratégica de Pequim sobre recursos energéticos e cadeias logísticas latino-americanas, marcando uma nova etapa na disputa por influência no hemisfério.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação
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