Em meio a uma série de denúncias envolvendo professores suspeitos de registrar imagens de alunas sem consentimento, escolas da cidade de Nagoya começaram a adotar, em dezembro, novas medidas de segurança para coibir o uso de câmeras escondidas em ambientes escolares.
No dia 10, diretores e pais de alunos da Escola Secundária Maezu, no bairro de Naka, participaram de uma varredura preventiva com o uso de câmeras termográficas, capazes de identificar fontes de calor compatíveis com dispositivos eletrônicos ocultos em paredes, tetos e objetos.
A iniciativa foi ampliada após a revelação de casos em que professores da rede pública de Nagoya teriam fotografado alunas em segredo e compartilhado as imagens em grupos de redes sociais. Diante da gravidade das denúncias, a prefeitura determinou a inspeção de aproximadamente 410 escolas públicas de ensino fundamental, médio e ensino médio superior.
Para a operação, o município adquiriu 55 câmeras termográficas, ao custo aproximado de 50 mil ienes por unidade, que estão sendo distribuídas de forma gradual às unidades de ensino. As inspeções serão realizadas de maneira surpresa e sem aviso prévio a professores e responsáveis, sempre em horários em que os alunos não estejam presentes.
Um dos pais que acompanhou a ação relatou:
“A câmera térmica mostra tudo com muita clareza. Ela consegue detectar coisas que não são visíveis a olho nu. É fácil de usar, basta apontar. A Associação de Pais e Mestres aprovou a iniciativa.”
Segundo a direção, a escola já realizava rondas mensais de segurança, com servidores percorrendo salas e corredores. No entanto, a nova tecnologia ampliou o nível de precisão das inspeções“Antes, observávamos apenas a olho nu. Com o equipamento, se algo parecer suspeito, um alerta é acionado. Isso torna a inspeção muito mais eficaz.”disse o diretor Osugi Shuzo
A prefeitura de Nagoya informou que pretende concluir as inspeções surpresa em todas as escolas até março de 2026 e avalia manter o programa de forma permanente após esse prazo.
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