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O Japão caminha para ter mais de 10% de sua população formada por estrangeiros muito antes do previsto pelas projeções oficiais. Dados recentes do Cadastro Básico de Residentes mostram que 27 municípios já ultrapassaram esse patamar, com destaque para a vila de Shimukappu, em Hokkaido, onde 36,6% dos moradores são estrangeiros.
A presença cresce principalmente em áreas industriais e turísticas, impulsionada pela escassez de mão de obra e por programas de vistos para estagiários e trabalhadores de “habilidades específicas”. Em Tobishima, na província de Aichi, estrangeiros já representam 10,6% da população e fazem parte da rotina local, seja nas fábricas, no transporte público ou no comércio.
Empresários afirmam que esses trabalhadores são essenciais para a sobrevivência das empresas, enquanto moradores demonstram reações diversas — da aceitação à preocupação com costumes e regras. Em nível nacional, o número de residentes estrangeiros chegou a 3,76 milhões no fim de 2024, o maior aumento anual da história.
Especialistas alertam que, com a queda acelerada da população em idade ativa, o Japão não consegue mais funcionar sem a mão de obra estrangeira. O debate agora deixa de ser futuro e passa a ser imediato: como integrar esses moradores em uma sociedade tradicionalmente homogênea.
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