O Tribunal Distrital de Nagoya, no Japão, condenou a 14 anos de prisão o executivo Hiroki Itaya, de 44 anos, acusado de agressão sexual agravada que resultou na morte de uma mulher após um encontro ocorrido em 2023. A sentença foi anunciada no dia 13 em um julgamento realizado pelo sistema japonês de juiz leigo, que combina magistrados profissionais e cidadãos.
De acordo com a acusação, Itaya ofereceu 32 doses de tequila à vítima em um restaurante localizado no bairro de Naka, na cidade de Nagoya. Após o consumo excessivo de álcool, ele levou a mulher para um hotel, onde ocorreram os fatos que culminaram em sua morte.
Durante o julgamento, os promotores sustentaram que o réu se aproveitou do estado de vulnerabilidade da vítima, pedindo uma pena de 16 anos de prisão. A corte, no entanto, decidiu fixar a condenação em 14 anos, levando em consideração os elementos apresentados durante o processo.
O caso gerou forte repercussão no Japão, principalmente por envolver o consumo extremo de álcool e a vulnerabilidade da vítima, além de levantar discussões sobre a responsabilização em casos de violência sexual que resultam em morte.
Comparação internacional: debate sobre violência contra mulheres
Casos de violência contra mulheres continuam sendo um desafio em diversas partes do mundo. No Brasil, por exemplo, dados recentes mostram que 2025 registrou o maior número de feminicídios desde que o crime foi tipificado na legislação, em 2015.
Levantamentos apontam que mais de 1.450 mulheres foram vítimas de feminicídio no país em 2025, reforçando o debate sobre políticas de proteção e punições mais severas para crimes de violência de gênero.
Entre as propostas em discussão no Brasil estão o aumento das penas para feminicídio, a restrição de benefícios penais para condenados, o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas para agressores, além de debates sobre medidas mais controversas, como castração química para criminosos sexuais e até propostas relacionadas ao porte de armas para mulheres em situação de risco.
Especialistas ressaltam que, além do endurecimento das leis, o enfrentamento da violência contra mulheres exige políticas de prevenção, proteção às vítimas e mudanças culturais profundas na sociedade.
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