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Tóquio, 23 de maio – O Ministério de Assuntos Internos e Comunicações do Japão anunciou nesta quarta-feira que o ndice Nacional de Preços ao Consumidor (NIC-CPI, na sigla em inglês), referente ao mês de abril deste ano (com base em 2020 = 100), excluindo alimentos frescos — cujos preços tendem a oscilar fortemente —, atingiu 110,9. Esse valor representa um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando o 44º mês consecutivo de alta e registrando o maior ritmo de crescimento dos últimos dois anos e três meses. A última vez que o país havia registrado uma elevação tão significativa foi em janeiro de 2011, quando o índice subiu 4,2%.
O movimento inflacionário tem sido puxado principalmente pelo aumento generalizado nos preços dos alimentos, mesmo após a exclusão dos produtos in natura. Nesse grupo, os valores subiram 7,0% em comparação com abril de 2023, mantendo o nono mês seguido de altas.
Arroz lidera disparada de preços
Dentre os itens analisados, o arroz se destaca como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias japonesas. Os preços do produto continuam subindo a uma taxa histórica, com um aumento acumulado de 98,4% frente ao ano passado. Este é o sétimo mês consecutivo em que o alimento bate recorde de valorização.
Apesar de o governo ter liberado estoques estratégicos para tentar conter a escalada dos preços, a medida não surtiu efeito significativo, e os valores permanecem elevados. A alta do arroz também impactou outros produtos relacionados, como o onigiri , um lanche típico japonês feito à base de arroz, cujo preço subiu 18,1%. Já o sushi consumido fora do lar teve um aumento de 5,0%.
Bebidas alcoólicas e ovos também pressionam a inflação
Além do arroz, outros itens importantes da cesta básica também contribuíram para o avanço da inflação. Entre eles estão bebidas alcoólicas, como cerveja e chuhai, além de ovos, cujos aumentos reforçaram a pressão sobre o índice geral de preços.
O cenário atual reflete desafios crescentes para o Banco do Japão e o governo, que buscam equilibrar a estabilização dos preços com a manutenção do crescimento econômico. Para as famílias japonesas, porém, a realidade já é de aperto no orçamento doméstico, especialmente com itens essenciais da alimentação.
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