Espaço para comunicar erros nesta postagem
O confronto direto entre Israel e Irã escalou de forma significativa nos últimos três dias, com uma nova rodada de ataques registrada neste domingo (15/6). As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram ter atingido 250 alvos em território iraniano desde o início da ofensiva.
Segundo o Ministério da Saúde do Irã, os bombardeios israelenses deixaram até agora 224 mortos — um aumento expressivo em relação às 128 mortes confirmadas até o meio-dia de sábado. A situação se agravou com a confirmação da morte de Mohammad Kazemi, chefe da unidade de inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), durante os ataques.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra diversas cidades israelenses na noite de sábado, matando 10 pessoas: seis em Bat Yam, ao sul de Tel Aviv, e quatro em Tamra, no norte. Mais de 100 israelenses ficaram feridos, segundo autoridades locais.
Ori Lazarovich, paramédico que atuava no resgate em Bat Yam, relatou à BBC o cenário de caos:
“Começamos a triagem das pessoas enquanto o prédio ainda estava em chamas. Alguns choravam e outros seguravam seus familiares; vi medo em seus olhos.”
Ele descreveu as vítimas como “pálidas, cobertas de fuligem, cinzas e detritos”, muitas delas afetadas pela inalação de fumaça.
Na tarde deste domingo, uma nova onda de mísseis e drones iranianos voltou a atingir Israel, com alvos em Tel Aviv, Haifa e outras cidades. As IDF afirmam ter interceptado a maior parte dos projéteis, mas a Polícia de Israel informou que um ataque atingiu um assentamento em Haifa, provocando danos materiais. Não há, até o momento, registros de novas vítimas.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram colunas densas de fumaça subindo sobre Haifa, ilustrando a crescente tensão no conflito.
Do lado iraniano, o número de vítimas — civis e militares — nos últimos dois dias já chega a pelo menos 863 pessoas, de acordo com a HRANA, uma organização de direitos humanos sediada em Washington que monitora o país.
Em meio à escalada, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo que uma “mudança de regime no Irã é possível”, sinalizando uma mudança de tom na retórica israelense.
Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país “tem o direito de se defender de agressões” e exigiu que Israel interrompa seus ataques.
A comunidade internacional acompanha com preocupação o acirramento do conflito, temendo uma guerra de maiores proporções no Oriente Médio.
Nossas notícias
no celular