Dois jornalistas japoneses estão detidos no Irã, informou o então ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi, durante sessão do Parlamento nesta sexta-feira. Segundo o governo japonês, ambos já foram localizados e foi possível estabelecer comunicação, confirmando que se encontram em segurança.
De acordo com as informações divulgadas, um dos detidos seria o chefe da sucursal em Teerã da emissora pública japonesa NHK, que teria sido detido pelas autoridades iranianas no dia 20 de janeiro.
Motegi afirmou que o governo japonês está solicitando a libertação imediata dos dois cidadãos e garantiu que continuará prestando apoio, mantendo contato permanente com os detidos, suas famílias e autoridades relacionadas ao caso.
A situação ocorre em um contexto internacional de forte tensão no Oriente Médio, marcado por confrontos e pressões militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Em cenários de conflito ou instabilidade política, jornalistas costumam estar entre os profissionais mais expostos a riscos.
Relatório da organização internacional Committee to Protect Journalists (CPJ) aponta que 129 jornalistas morreram no exercício da profissão ao longo de 2025, segundo dados divulgados pela Agência Brasil. Desse total, 104 mortes ocorreram em áreas de conflito armado, evidenciando o alto nível de perigo enfrentado por profissionais da imprensa em zonas de guerra.
Cinco países concentraram cerca de 84% das mortes registradas no período. O maior número ocorreu em Israel, com 86 jornalistas mortos, seguido por Sudão (9), México (6), Rússia (4) e Filipinas (3). O relatório também aponta aumento nas mortes de profissionais da imprensa em conflitos na Ucrânia e no Sudão.
Apesar disso, a maioria esmagadora das vítimas está relacionada à guerra envolvendo territórios palestinos, onde jornalistas frequentemente atuam na linha de frente para documentar os impactos humanitários e militares dos confrontos.
Organizações internacionais de defesa da liberdade de imprensa alertam que a combinação de guerras, repressão estatal e violência do crime organizado tem ampliado os riscos para jornalistas em diversas regiões do mundo. Para essas entidades, a proteção de profissionais da imprensa tornou-se um dos principais desafios globais para a garantia do direito à informação.
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