Os principais países da Europa, em conjunto com o Japão, divulgaram nesta quinta-feira (19) um comunicado oficial afirmando estar prontos para atuar na garantia da livre navegação no Estreito de Ormuz, além de adotar medidas emergenciais para estabilizar os mercados internacionais de energia.
No documento, os governos condenam de forma enfática os recentes ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais desarmadas no Golfo, bem como ações contra infraestrutura civil, incluindo instalações de petróleo e gás. O texto também denuncia a obstrução prática do Estreito de Ormuz por forças iranianas e alerta para o risco de agravamento do conflito na região.
As nações signatárias exigem que o Irã interrompa imediatamente práticas como a instalação de minas marítimas, ataques com drones e mísseis e qualquer tentativa de bloquear a navegação comercial. O comunicado ainda reforça a necessidade de cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e destaca que a liberdade de navegação é um princípio essencial do direito internacional.
O grupo ressalta que os impactos dessas ações não se limitam à região do Golfo, afetando diretamente a economia global, sobretudo as populações mais vulneráveis, devido à instabilidade no fornecimento de energia.
Como resposta à crise, os países anunciaram apoio a iniciativas para garantir a passagem segura de embarcações no Estreito e destacaram a importância de ações coordenadas já em fase de planejamento por algumas nações. Também foi elogiada a decisão da Agência Internacional de Energia de liberar reservas estratégicas de petróleo, como forma de conter a volatilidade dos preços.
Além disso, o bloco sinalizou que pretende atuar junto a países produtores para ampliar a oferta de petróleo no mercado e oferecer suporte às nações mais afetadas, com auxílio de organismos internacionais.
O comunicado encerra com um apelo para que todos os países respeitem o direito internacional e atuem na preservação da segurança marítima, considerada fundamental para a estabilidade econômica global.
Em paralelo, um ministro das Relações Exteriores alertou que qualquer participação em ações para romper o bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz poderá ser interpretada como cumplicidade em atos de agressão e possíveis violações internacionais.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se