Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu o nordeste e o norte do Japão nesta segunda-feira, mobilizando autoridades e provocando alerta de tsunami em diversas regiões costeiras. O tremor levou a Agência Meteorológica do Japão a emitir também um aviso especial sobre o risco elevado de novos abalos nos próximos dias.

Os alertas de tsunami foram direcionados para áreas do Pacífico, incluindo Hokkaido, Aomori e Iwate, com previsão inicial de ondas de até 3 metros. Posteriormente, o nível de alerta foi reduzido para aviso. Em Kuji, foi registrada uma onda de 80 centímetros.

O tremor ocorreu às 16h52 (horário local), a uma profundidade de 19 quilômetros, e atingiu intensidade 5 superior na escala sísmica japonesa, que vai até 7. Nessa classificação, há dificuldade para se locomover sem apoio. O abalo também foi sentido em áreas de Tóquio.

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Diante do cenário, autoridades emitiram um alerta especial para 182 municípios em sete prefeituras, abrangendo desde Hokkaido até Chiba, indicando maior probabilidade de um novo terremoto forte — possivelmente acima de magnitude 8 — dentro de uma semana. Este tipo de aviso foi criado com base nas lições do Terremoto e tsunami de Tohoku de 2011 e só foi emitido uma vez anteriormente, em 2024.

Até as 18h, mais de 156 mil pessoas haviam recebido ordens de evacuação em cinco prefeituras, segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu que moradores das áreas de risco se deslocassem imediatamente para locais elevados.

Apesar da força do terremoto, não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares de Higashidori, Onagawa e Fukushima, incluindo Fukushima Daiichi, segundo as operadoras responsáveis.

O impacto também afetou o transporte: a operadora ferroviária suspendeu temporariamente o serviço do trem-bala Tohoku Shinkansen entre Tóquio e Shin-Aomori.

Um homem de aproximadamente 60 anos ficou ferido após cair de uma escada durante o tremor, na cidade de Hachinohe, mas estava consciente ao ser socorrido.

As autoridades seguem monitorando a situação e reforçam o alerta para possíveis novos abalos, enquanto equipes de emergência permanecem mobilizadas nas áreas afetadas.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação