O governo argentino elevou o tom no cenário internacional ao admitir, de forma direta, a possibilidade de enviar tropas para um eventual conflito no Oriente Médio. A declaração partiu do porta-voz da presidência, Javier Lanari, ao afirmar que o país poderá apoiar militarmente os Estados Unidos em uma guerra contra o Irã, caso haja solicitação formal por parte de Washington.
A sinalização reforça o alinhamento político do presidente Javier Milei com o ex-presidente norte-americano Donald Trump e também com Israel, em meio a um cenário geopolítico cada vez mais instável.
“Se os Estados Unidos solicitarem, qualquer tipo de ajuda será fornecida”, declarou o porta-voz, deixando claro que Buenos Aires dificilmente recusaria um pedido de apoio militar.
Nos últimos dias, a Argentina já havia tomado decisões consideradas estratégicas, como a saída da Organização Mundial da Saúde, acompanhando o movimento dos Estados Unidos, além de voltar a classificar o Irã como um “inimigo”.
Durante um evento que relembrou o atentado à embaixada de Israel em Buenos Aires, Milei reforçou o posicionamento do governo ao afirmar que o país “combate o terrorismo” e considera Israel um aliado estratégico.
A tensão entre Argentina e Irã, no entanto, não é recente. Em 1994, o atentado contra a AMIA deixou 85 mortos. A Justiça argentina atribuiu a responsabilidade ao Irã, que sempre negou envolvimento.
Após as recentes declarações, o clima voltou a esquentar. Em publicação no jornal estatal iraniano Tehran Times, o regime classificou a postura argentina como uma “linha vermelha imperdoável” e indicou que poderá haver uma resposta proporcional.
O episódio acende um alerta global, diante do risco de ampliação do conflito no Oriente Médio e do envolvimento direto de países fora da região, aumentando a possibilidade de uma escalada militar de grandes proporções.
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