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O governo municipal de Kyoto iniciou, neste domingo, um novo sistema de imposto sobre hospedagem que pode chegar a 10.000 ienes (cerca de US$ 64) por pessoa, por noite. A medida representa um aumento significativo em relação ao teto anterior, que era de 1.000 ienes, e coloca a cidade com a maior taxa fixa do país, segundo o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações do Japão.
O novo modelo foi estruturado em cinco faixas, de acordo com o valor da diária:
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200 ienes para estadias inferiores a 6.000 ienes;
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400 ienes para estadias entre 6.000 e 20.000 ienes;
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1.000 ienes para valores entre 20.000 e 50.000 ienes;
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4.000 ienes para hospedagens entre 50.000 e 100.000 ienes;
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10.000 ienes para diárias iguais ou superiores a 100.000 ienes.
Com a reformulação, a prefeitura estima que a arrecadação mais do que dobrará no ano fiscal de 2026, alcançando aproximadamente 13,2 bilhões de ienes. Segundo a administração municipal, os recursos adicionais serão direcionados ao fortalecimento do setor turístico e à restauração de bens culturais — um ponto sensível em Kyoto, cidade histórica que enfrenta forte pressão do turismo internacional.
Na província de Hyogo, a cidade de Himeji também anunciou reajuste: a entrada para o Castelo de Himeji — Patrimônio Mundial — passou de 1.000 para 2.500 ienes para visitantes não residentes com 18 anos ou mais.
De acordo com o governo municipal, a elevação da tarifa será utilizada para custear manutenção e preservação da estrutura histórica, considerada uma das mais bem conservadas do Japão.
No ano fiscal de 2024, cerca de 1,53 milhão de pessoas visitaram o castelo, um crescimento em relação aos aproximadamente 1,48 milhão do período anterior. O dado que chama atenção é o aumento da presença estrangeira: visitantes de fora do Japão representaram 35,8% do total, ante 30,6% no ano anterior.
Impacto para brasileiros no Japão
Para brasileiros que trabalham no Japão e recebem visitas de familiares, ou para quem atua no setor turístico, as mudanças representam:
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aumento no custo de hospedagem em Kyoto;
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encarecimento de passeios históricos em Himeji;
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tendência de outras cidades seguirem o mesmo modelo de taxação.
Especialistas avaliam que o Japão está adotando uma estratégia fiscal para lidar com a pressão do turismo internacional, transferindo parte dos custos de conservação diretamente aos visitantes.
Pressão do turismo e resposta fiscal
As medidas adotadas por Kyoto e Himeji refletem a estratégia de municípios japoneses para equilibrar o impacto do turismo em massa, especialmente após a retomada do fluxo internacional. A ampliação das taxas busca garantir sustentabilidade financeira para conservação patrimonial e infraestrutura urbana, ao mesmo tempo em que transfere parte do custo diretamente aos visitantes.
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