Os turistas chineses estão desaparecendo dos principais destinos da região de Kansai, como Osaka e Kyoto, em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Japão e China. Após declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre uma possível intervenção em Taiwan, Pequim passou a desaconselhar viagens e estudos no Japão.
O reflexo foi imediato no setor cultural e turístico. Shows de artistas japoneses na China foram cancelados de forma repentina, e apresentações chegaram a ser interrompidas ao vivo. Nomes como Hamasaki Ayumi e o grupo Yuzu tiveram eventos suspensos. Autoridades chinesas também alertaram seus cidadãos a evitarem viagens não essenciais ao Japão.
O impacto econômico preocupa: turistas chineses respondem por cerca de 24% dos gastos do turismo receptivo, e projeções apontam perdas de até 1 trilhão de ienes. Em Shinsaibashi, área comercial de Osaka, lojistas relatam que o número de clientes chineses caiu mais de 50%, embora o aumento de turistas de outros países tenha reduzido parte dos prejuízos.
Em Kyoto, a situação é semelhante. Lojas tradicionalmente dependentes do público chinês já registram vítimas diretas da retração, com perdas mensais que chegam a 3 milhões de ienes em alguns estabelecimentos. Apesar disso, parte do comércio ainda consegue se manter graças à demanda interna e a turistas de outras nacionalidades.
Levantamento com lojistas de Osaka e Kyoto mostra que o impacto é desigual: enquanto alguns setores sofrem quedas expressivas, outros conseguem se manter estáveis. O cenário expõe a crescente sensibilidade das relações entre Japão e China e como a política internacional começa a afetar diretamente o cotidiano do turismo na região.
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