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Trump diz que não pedirá “declaração de guerra” contra cartéis e promete “eliminar” traficantes

Presidente anuncia operações — inclusive autorização de ações da CIA na Venezuela — e gera críticas sobre legalidade e risco de escalada internacional

Trump diz que não pedirá “declaração de guerra” contra cartéis e promete “eliminar” traficantes
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WASHINGTON (RPJ News) — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que seu governo está intensificando as ações contra cartéis de drogas e que não pretende solicitar ao Congresso uma declaração formal de guerra para isso. “Não acho que vamos necessariamente pedir uma declaração de guerra. Acho que vamos apenas eliminar as pessoas que estão trazendo drogas para o nosso país. Vamos eliminá-las”, disse Trump em pronunciamento na Casa Branca.

Trump anunciou ainda que o governo planeja informar o Congresso sobre operações contra cartéis supostamente ligados à Venezuela, e afirmou que tropas americanas poderão realizar “operações terrestres” em breve. A escalada acompanha uma série de ataques a embarcações no Caribe atribuídos pelos EUA a traficantes — ataques que já suscitaram protestos de Caracas e questionamentos sobre juridicidade.

Autorizações a agências de inteligência
Fontes da imprensa internacional confirmaram que o presidente autorizou operações encobertas da CIA dentro da Venezuela — uma medida que amplia o papel da agência em ações que, até então, eram povoadas por forças militares e policiais. A Casa Branca diz que a ação visa desmantelar redes de narcotráfico que teriam vínculos com autoridades venezuelanas.

Reações e críticas
A declaração de Trump gerou críticas imediatas de especialistas, organizações de direitos humanos e parlamentares, que alertam para o risco de uso de força letal sem processo judicial, potencial violação do direito internacional e falta de supervisão do Congresso. Juristas e diplomatas questionam se a estratégia respeita a lei americana e normas da ONU, sobretudo quando ações militares atingem embarcações em águas internacionais ou envolvem operações encobertas em território de outro Estado.

Contexto geopolítico
A administração Trump tem justificado a ofensiva alegando que cartéis na região operam como movimentos paramilitares — já rotulados pelo governo como “narco-organizações” com capacidade terrorista — e que medidas enérgicas são necessárias para proteger vidas nos EUA. No entanto, governos da região, inclusive a Venezuela, condenaram as ações e chegaram a levar a questão ao Conselho de Segurança da ONU, apontando violação de soberania e risco de escalada.

O que vem a seguir
O governo disse que informará o Congresso sobre as operações, mas não deixou claro o alcance temporal e legal das autorizações. A expectativa é de que nas próximas semanas haja debates em comissões do Congresso e pedidos de esclarecimento sobre autoridades legais invocadas pela Casa Branca — sobretudo se as ações envolverem forças terrestres ou operações encobertas em solo estrangeiro. Observadores apontam que a falta de transparência pode complicar relações com aliados e aumentar tensões diplomáticas na região.

Fonte/Créditos: Da Redação — RPJ News acompanha a repercussão internacional e atualizará o caso conforme novos desdobramentos e posicionamentos oficiais sejam divulgados.

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Reportagem comunitária integrando brasileiros no exterior

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