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Argentina sob a presidência de Javier Milei reflete um cenário de tensão e descontentamento social

Novo presidente argentino enfrenta manifestações nas ruas e paralisação nacional que afeta diferentes setores

Argentina sob a presidência de Javier Milei reflete um cenário de tensão e descontentamento social
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A situação na Argentina sob a presidência de Javier Milei reflete um cenário de tensão e descontentamento social, como evidenciado pela greve geral que ocorreu apenas um mês e meio após sua posse. A greve, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e apoiada por diversas organizações sindicais, políticas e sociais, é uma clara reação às duras medidas econômicas e de liberalização anunciadas pelo presidente Milei.

Propostas e projetos destinados a enfrentar os desafios econômicos do país, em particular a hiperinflação, destaca-se duas iniciativas principais foram destacadas: o megadecreto, já em vigor, e o amplo conjunto de reformas conhecido como lei ônibus, atualmente em análise pelo Congresso.

O megadecreto, que abrange mais de 300 alterações em várias áreas, foi uma das primeiras medidas implementadas pelo governo de Milei. Visa cortar gastos públicos e dolarizar a economia como meio de combater a hiperinflação. Por sua vez, a lei ônibus, composta por 664 artigos, tem como objetivo promover uma ampla liberalização econômica, incluindo a privatização de estatais e a desregulamentação de diversos setores, como saúde e relações trabalhistas, visando alcançar o equilíbrio fiscal.

Entretanto, a implementação dessas reformas não é uma tarefa simples. O Congresso tem o poder de derrubar o pacote legislativo, caso tanto o Senado quanto a Câmara assim decidam. Devido à dificuldade em obter o apoio necessário, o governo foi forçado a retirar 141 artigos da versão original da lei ônibus, numa tentativa de facilitar sua aprovação.

Entre as modificações realizadas, destaca-se a exclusão da petroleira YPF das estatais a serem privatizadas, uma mudança na fórmula de reajuste das aposentadorias e a redução do prazo máximo do estado de emergência de quatro para dois anos. Essas alterações podem ser interpretadas como um compromisso do governo em buscar um equilíbrio entre suas propostas e as preocupações e interesses de diversos setores da sociedade argentina.

O desfecho dessas reformas e seu impacto na economia argentina permanecem incertos, dependendo em grande parte da capacidade do governo de obter o apoio necessário do Congresso e de implementar políticas eficazes de forma responsável e sustentável.

Fonte/Créditos: Da redação

Créditos (Imagem de capa): Javier Milei

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