CHIBA-Informações contraditórias tem cercado o caso envolvendo um cidadão do Sri Lanka, agora acusado pelo assassinato da brasileira Amanda Borges Silva. Relatos preliminares indicam que houve o roubo de um celular e de 100 mil ienes, o que pode caracterizar um possível roubo seguido de morte. Também foi mencionado que o suspeito teria ateado fogo em um colchão no local do ocorrido. Inicialmente, falou-se em um incêndio que teria atingido todo o quarto ou apartamento — mas a ausência de qualquer menção à presença dos bombeiros levanta ainda mais dúvidas.

Neste suposto incêndio, em que situação estava a vítima? Amordaçada, já sem vida ou desacordada? Presumimos que, diante de um incêndio, haveria tentativas de sair do imóvel, que é bem frágil.

Nesta nova informação, diz respeito à identidade do cidadão do Sri Lanka divulgado esta semana por esta mídia chamada CHIBANEWS. Ele teria sido apresentado como motorista e não proprietário do imóvel onde o caso aconteceu — contradizendo as versões iniciais divulgadas sobre seu envolvimento e relação com o local.

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A situação da brasileira também chama a atenção. Amanda é apontada como turista, não sendo trabalhadora (Dekassegui), e não dominava o idioma japonês nem o inglês. Há relatos de que ela conheceu o cidadão do Sri Lanka por meio de redes sociais. Em contextos semelhantes, é comum que turistas que não falam o idioma local sejam acompanhados por intérpretes brasileiros ou guias credenciados — o que aparentemente não ocorreu neste caso.

O cenário segue nebuloso, com versões conflitantes e lacunas evidentes nas informações apresentadas até agora. A narrativa, inclusive, já era considerada previsível pela RPJ, diante do andamento do caso. Ainda assim, pouco ou nada evoluiu em termos de esclarecimento público.

Silêncio da Família Agrava Mistério e Impede Mobilização da Imprensa

Outro ponto que causa estranheza é o silêncio absoluto da família da brasileira, que anteriormente havia declarado intenção de agir, depois de receber e velar o corpo. Até o momento, não houve pronunciamentos nem movimentações legais visíveis, o que gera questionamentos legítimos: há possibilidade de indenização? Estariam ocorrendo negociações ou procedimentos em sigilo? A falta de posicionamento contribuiu para que a imprensa internacional, assim como a brasileira, não se mobilizasse com maior intensidade sobre o caso.

E o comportamento da imprensa japonesa em não destacar o caso, apresentando narrativas apenas depois de meses, também é notável. Em casos semelhantes de crimes, a mídia japonesa costuma dar grande destaque a movimentações de bombeiros e a imagens detalhadas, o que, de forma curiosa,  não aconteceu.

A RPJ reforça que sua atuação vai além de um mero canal de informação. Nossa missão inclui apoio jurídico e trabalho investigativo junto à comunidade brasileira no Japão. Se outros não demonstram preocupação suficiente, nós sim. Nunca presenciamos, em casos envolvendo brasileiros, um comportamento tão desinteressado e mal explicado como neste. Nossa visão transcende a simples divulgação de notícias; queremos ir a fundo na apuração.


Seguiremos acompanhando este caso com responsabilidade, buscando a verdade e a justiça que ele exige. Não compactuamos com tudo o que é veiculado na mídia japonesa, especialmente quando a informação gera dúvidas.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação