Uma mulher de 72 anos, submetida a uma endoscopia no ducto biliar realizada por um professor de 50 anos no Hospital Juntendo da Universidade Juntendo em Bunkyo Ward, Tóquio, morreu repentinamente dois dias após o procedimento. O caso foi submetido ao sistema nacional de investigação de acidentes médicos e um relatório emitido por uma agência designada revelou que o procedimento "não pode ser considerado apropriado", levantando questionamentos sobre a conduta médica.

O professor responsável pela endoscopia é reconhecido como um dos especialistas com maior sucesso no tratamento de vias biliares no Japão. No entanto, o relatório apontou que o procedimento pode ter causado danos aos ductos biliares da paciente, o que teria levado à sua morte súbita.

De acordo com fontes, exames de sangue realizados na paciente indicaram alterações nos parâmetros do fígado e das vias biliares, o que levou outro médico a recomendar exames mais especializados. Em dezembro de 2020, ela foi encaminhada ao departamento de gastroenterologia do Hospital Juntendo. Após uma explicação do professor, a paciente foi internada em fevereiro de 2021 para realizar exames mais detalhados. O médico havia suspeitado de colangite e sugeriu um exame completo.

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No dia 17 de fevereiro foi realizado um exame endoscópico, inserindo o equipamento pela boca até o duodeno, e uma radiografia do ducto biliar e do ducto pancreático foi feita através de um procedimento conhecido como CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica). A investigação ainda busca esclarecer se houve erro médico que tenha contribuído para o falecimento da paciente.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação