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Minokamo-Pais e responsáveis de alunos brasileiros da Escola Secundária Higashi, na cidade de Minokamo, demonstraram indignação após uma palestra considerada discriminatória ter sido realizada durante o intervalo do almoço. O evento foi destinado exclusivamente aos estudantes com raízes no Brasil, o que causou revolta entre as famílias.
De acordo com informações repassadas pela própria escola, o tema original seria o uso responsável das redes sociais. No entanto, durante a atividade, um policial convidado passou a abordar roubos, drogas e outros delitos, associando esses assuntos diretamente ao grupo de alunos brasileiros.
O episódio provocou constrangimento, humilhação e sentimento de discriminação entre as crianças e seus familiares, contrariando princípios de respeito, igualdade e convivência multicultural.
Segundo relatos, a inserção dos temas criminais partiu de iniciativa do policial, e nenhum professor ou responsável interveio para interromper a fala ou corrigir o rumo da palestra. Além disso, o fato de apenas os alunos brasileiros terem sido convocados reforça a percepção de discriminação direta por nacionalidade, considerada inaceitável em qualquer ambiente escolar.
Diante da gravidade do caso, os pais exigem esclarecimentos formais sobre:
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Quem autorizou e organizou a palestra;
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Por que somente alunos brasileiros foram convocados;
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Por que o policial abordou temas não previstos e discriminatórios;
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E por que a escola não interveio durante o episódio.
Reunião acalorada e reconhecimento de falha
Após a repercussão, foi realizada uma reunião entre pais e direção da escola, que contou também com a presença de familiares de estudantes de outras séries. Segundo relatos, o encontro foi tenso e marcado por momentos de gritaria e emoção.
O vice-diretor reconheceu a falha na condução da palestra, afirmando:
“Foi uma discriminação, sim. A ideia da palestra era outra, mas o rumo e a forma como foi conduzida estavam errados.”
Durante a reunião, muitos pais solicitaram que uma nova palestra com o policial fosse ministrada, desta vez para todos os alunos da escola, incluindo japoneses e brasileiros juntos, com o mesmo conteúdo e tratamento.
Caso os estudantes que já participaram não queiram assistir novamente, a participação será opcional, mas os pais acreditam que a repetição do conteúdo de forma igualitária é importante para garantir transparência e respeito.
Pedidos de retratação e acompanhamento do caso
Os pais também exigiram que a direção realize um pedido formal de desculpas público, na frente de todos os alunos da escola. Além disso, solicitaram que a equipe da RPJ News acompanhe as próximas reuniões.
Segundo representantes das famílias, o grupo pretende seguir com o caso junto a um advogado, uma vez que a própria direção reconheceu a ocorrência de discriminação.
Uma nova reunião com todos os pais brasileiros está marcada para o dia 27 de outubro, quando deverão ser definidos os próximos passos, incluindo o registro oficial da ocorrência na Delegacia de Polícia da cidade de Gifu.
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