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AICHI (Japão) – A prefeitura de Handa, na província de Aichi, reconheceu que deixou de pagar horas extras a mais da metade de seus servidores, totalizando cerca de 76 milhões de ienes (aproximadamente R$ 2,6 milhões).
De acordo com a administração municipal, o problema veio à tona após um e-mail anônimo enviado em fevereiro ao Comitê de Denúncias de Interesse Público, denunciando que tarefas realizadas antes e depois do expediente — como reuniões matinais, coleta de lixo e limpeza — não eram registradas nem remuneradas.
Uma investigação foi aberta, abrangendo 1.921 funcionários com histórico de pagamento nos últimos três anos. O resultado confirmou a irregularidade: 1.073 servidores, ou 56% do total, não receberam por 37.686 horas extras trabalhadas.
A prefeitura reconheceu que havia o costume de ignorar pequenas atividades fora do horário oficial, o que gerou o acúmulo milionário de valores não pagos.
Como medida corretiva, o governo municipal informou que apresentará um orçamento suplementar em dezembro, com previsão de efetuar os pagamentos até fevereiro do próximo ano.
E pensar que, quando se trata de cobrar impostos, a eficiência é imediata — mas quando o assunto é pagar o que devem, parece que o relógio da prefeitura anda mais devagar. Esse é o exemplo?
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