A Sra. Misato Katsumata, citada em reportagem anterior a partir de declarações do brasileiro Karllos André Katsumata Lucas da Costa, manifestou-se por meio de seu advogado, Dr. Paulo Garrido, exercendo o direito de resposta para esclarecer pontos do caso.

Segundo a defesa, é incorreto afirmar que o processo judicial em trâmite no Brasil tinha como objetivo discutir ou definir a guarda dos menores. De acordo com o advogado, trata-se de um procedimento de restituição internacional de crianças, fundamentado na Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças.

“O procedimento não se destina à fixação de guarda, mas sim à apuração de eventual transferência ou retenção ilícita de menores fora de seu país de residência habitual, com o objetivo de restabelecer a situação jurídica anterior”, afirmou o defensor.

Leia Também:

Ainda conforme a manifestação, o processo foi conduzido no Brasil pela Advocacia-Geral da União, em cooperação com autoridades japonesas, tendo como foco analisar se a conduta do pai ao retirar e manter os filhos fora do Japão possuía respaldo legal.

A defesa também contesta a versão apresentada por Karllos de que teria havido um acordo entre as partes para que as crianças permanecessem no Brasil. Segundo o advogado, a viagem teria ocorrido sob a justificativa de férias, sem qualquer consentimento para mudança definitiva.

“Nunca existiu acordo para permanência no Brasil. A mãe não tinha ciência nem anuência sobre isso”, declarou.

Outro ponto rebatido diz respeito à alegação de que a mãe teria solicitado a guarda de apenas um dos filhos, o mais novo. A defesa afirma que o pedido inicial contemplava todos os filhos, e que a decisão judicial de restituição parcial ocorreu por limitações legais e processuais, e não por escolha ou preferência materna.

“A separação entre irmãos não pode ser atribuída à mãe, mas sim ao ato anterior que deu origem ao processo”, destacou o advogado.

A defesa sustenta ainda que foi reconhecida, no âmbito judicial, a ocorrência de subtração internacional de menor, e que a iniciativa da mãe em buscar a Justiça reflete a tentativa de restabelecer a convivência familiar dentro da legalidade.

O advogado também criticou a forma como o caso foi exposto publicamente, alegando que houve divulgação de acusações sensíveis sem a devida apresentação do contraditório, o que teria contribuído para ataques e julgamentos precipitados nas redes sociais.


POSIÇÃO DA REDAÇÃO – RPJNEWS

No Japão, a comunidade estrangeira — especialmente a brasileira — é altamente participativa e atenta aos acontecimentos. Para a RPJNEWS, a opinião pública tem relevância, sobretudo porque muitos desses cidadãos vivenciam, no dia a dia, as nuances do comportamento da sociedade japonesa.

É importante destacar que autoridades brasileiras não têm a obrigação de conhecer profundamente essas particularidades culturais e sociais. No entanto, entendemos que os relatos e percepções compartilhados pela comunidade nas redes sociais merecem ser considerados com seriedade, dentro dos limites da responsabilidade e do respeito à liberdade de expressão. Também é necessário reconhecer que o sistema jurídico japonês possui diferenças significativas em relação ao brasileiro.

Cabe observar que o próprio Shinzo Abe, ex-primeiro-ministro do Japão, que foi assassinado em 2022, manifestou preocupação com casos de maus-tratos e abusos infantis durante seu governo, especialmente após episódios de grande repercussão entre 2018 e 2019. Na ocasião, classificou tais घटन como “devastadores” e “imperdoáveis”, evidenciando que o tema também é sensível dentro da própria sociedade japonesa. Fonte Agência Brasil-Com informações da NHK (emissora pública de televisão do Japão)

Link original- https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2019-02/premie-japones-convocara-reuniao-para-discutir-maus-tratos-infantis

A RPJNEWS reforça que atua com base na liberdade de imprensa e no interesse público, especialmente em pautas que envolvem brasileiros no exterior. O veículo assegura espaço para manifestação de todas as partes, conforme prevê o direito de resposta.

A redação esclarece que, à época da primeira publicação, buscou contato com a Sra. Misato Katsumata por meio de profissional fluente em japonês, sem sucesso. Ainda assim, o espaço permaneceu aberto — como agora se concretiza com a apresentação da versão da defesa.

Reiteramos que a matéria anterior apresentou documentos, incluindo trechos de parecer do Ministério Público, além do relato do pai. Com a nova manifestação, o caso passa a contar com as versões de ambos os lados, ampliando a compreensão dos fatos.

Por fim, a RPJNEWS destaca que não se responsabiliza por comentários de terceiros nas redes sociais, mas reconhece a importância do debate público. Acima de qualquer controvérsia, permanece como prioridade absoluta o bem-estar dos menores envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação