Uma história que parece roteiro de filme, mas aconteceu de verdade. Uma mulher de nacionalidade filipina, Okui Rosemery Arocha, 44 anos, teve a vida destruída após ser presa injustamente por causa de uma tradução errada durante uma investigação. O erro levou a uma acusação grave e manteve a estrangeira atrás das grades por mais de dois anos — até que a Justiça finalmente reconheceu a falha e determinou a absolvição em 2024.

Segundo o processo, a palavra “Brad”, usada em tagalog como uma forma informal de chamar um homem próximo — algo como “irmão” ou “parceiro” — foi interpretada de forma equivocada pelo intérprete. A tradução incorreta acabou sendo tratada como prova central contra a mulher.

O caso expôs uma realidade preocupante: a dependência de intérpretes em investigações envolvendo estrangeiros. Profissionais experientes admitem que erros acontecem, especialmente sob pressão, e que às vezes partes das falas podem até deixar de ser traduzidas. Mesmo assim, essas traduções podem decidir o destino de uma pessoa.

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Apesar da enorme responsabilidade, intérpretes jurídicos recebem em média cerca de 15 mil ienes por sessão, o que contribui para a falta de profissionais qualificados. O resultado é um sistema vulnerável, onde uma falha linguística pode gerar acusações falsas.

A RPJ questiona: como uma única mensagem mal interpretada pode sustentar uma prisão? Até que ponto as autoridades verificam a precisão da tradução antes de tomar decisões tão graves?

Mesmo após a absolvição, Okui afirma que sua vida foi destruída. Segundo relatos, ela continua enfrentando traumas psicológicos e dificuldades para reconstruir sua rotina. 

O caso deixa um alerta claro para a comunidade estrangeira: em depoimentos e interrogatórios, exija sempre intérpretes credenciados e neutros. Um erro de tradução pode custar anos de liberdade — e destruir uma vida inteira.

FONTE/CRÉDITOS: TOKAI TV