TÓQUIO – A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou nesta segunda-feira (22) que a redução do imposto sobre o consumo de alimentos será uma medida temporária e que a alíquota retornará aos atuais 8% após dois anos de vigência.
A declaração foi feita durante sessão da Comissão da Câmara dos Representantes, após questionamentos da oposição sobre os planos do governo para a política tributária.
Na semana passada, o Partido Liberal Democrático (PLD), legenda governista, propôs reduzir a taxa do imposto sobre alimentos e bebidas para 1% durante dois anos, a partir de abril de 2027. A proposta substitui a promessa eleitoral de zerar completamente o imposto sobre esses produtos.
Segundo Takaichi, o governo pretende restabelecer a alíquota original assim que o período de redução chegar ao fim. A medida faz parte de um pacote destinado a aliviar o impacto da inflação sobre o orçamento das famílias japonesas.
Parlamentares da oposição alertam, no entanto, que a retomada da taxa poderá ser interpretada pela população como um aumento de impostos, gerando desgaste político para o governo.
O plano também levanta preocupações sobre a situação fiscal do Japão, que possui uma das maiores dívidas públicas entre os países desenvolvidos. Além disso, a alta dos rendimentos dos títulos do governo e a desvalorização do iene aumentam os desafios para as contas públicas.
Para compensar a arrecadação perdida, o PLD estuda distribuir anualmente cerca de 600 bilhões de ienes à população, valor equivalente à receita gerada por uma alíquota de 1% sobre alimentos.
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