O calote corre solto no Japão — e mais uma vez, o alvo são os trabalhadores brasileiros da construção civil, demolição(Kaitai)! O caso da vez envolve a construtora Nitoro, que, segundo denúncias, contratou trabalhadores por meio de um tantousha conhecido como Batista, que prometia pagamento alto, mas na hora de acertar, o papo era outro.

Um dos trabalhadores lesados é Paula de Andrade Wanderley, que foi contratado por 17 mil ienes por dia, com a promessa de serviço estável. Andrade trabalhou dois meses, mas depois foi colocado de lado, sem receber pelos dias em que ficou esperando por novas ordens. Quando cobrou explicações, ouviu de Batista:

“Se quiser, pode sair.”

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Com contas pra pagar e família pra sustentar, Andrade parou de vez e foi buscar outro serviço. Mas o problema só piorou: ao tentar receber pelos dias trabalhados, foi surpreendido com um desconto absurdo de 117 mil ienes, alegando uma “multa por quebra de contrato” — mesmo sem nunca ter assinado um, por não cumprir aviso prévio!

Sem saber a quem recorrer, Andrade procurou o Toshio Sudo, que interveio e conseguiu resolver parte da situação, garantindo que os últimos 10 dias de salário sejam pagos até o fim de julho.

Mas o alerta foi dado.

“Estão enganando trabalhador sem contrato e fugindo com o dinheiro!”

Toshio aproveitou o caso pra denunciar um problema cada vez mais comum entre trabalhadores estrangeiros no Japão: a contratação informal, sem contrato, sem direitos, e com promessas falsas. Segundo ele, esse tipo de golpe tem se espalhado como fogo — e o prejuízo não é pequeno.

Em um caso ainda mais grave e recente, Toshio revelou que a empresa terceirizada Hayashi Sokken, que atuava em serviços de demolição na província de Fukushima, simplesmente fugiu sem pagar o salário de 20 trabalhadores.

“Cada um deveria receber cerca de 300 mil ienes por mês. Foram quatro meses de trabalho sem ver um tostão. O prejuízo individual passa de 1.200.000 ienes! Multiplica isso por 20 trabalhadores… é um rombo de 24 milhões de ienes!”

A empresa desapareceu do mapa — e os trabalhadores ficaram a ver navios.

 O recado é claro: desconfie de promessa fácil e exija contrato!

A orientação é simples: não aceite trabalho sem contrato, não importa o quanto ofereçam por dia. Exija documentos, registros, e tenha provas do que foi acordado. E se cair em golpe, denuncie!

Enquanto muita gente está no batente, se arriscando nas obras, tem espertalhão fugindo com o suor alheio — e isso não pode mais passar batido.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação