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O Japão é conhecido como um país rígido, e essa rigidez não fica de fora dos relacionamentos. Aqui, traição não é só dor no coração: pode render divórcio, processo judicial e até indenização em dinheiro.
Pela lei civil japonesa, a infidelidade é considerada uma quebra do dever conjugal. A vítima pode entrar na Justiça e pedir uma compensação financeira — e não só contra o parceiro ou parceira infiel, mas também contra a pessoa com quem ele ou ela se envolveu.
E sim, isso também vale para estrangeiros casados no Japão. Se o matrimônio é registrado aqui, a lei se aplica do mesmo jeito, sem exceções.
E se você for traído no Japão?
A orientação dos especialistas é clara:
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Junte provas (mensagens, fotos, e-mails);
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Procure um advogado de família;
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Entre com ação no Tribunal da Família, pedindo indenização.
Os valores variam de acordo com o impacto emocional e a gravidade do caso, mas já deu pra perceber que, no Japão, traição pode custar bem caro.
O lado cultural: o silêncio que incomoda
Apesar da lei ser dura, existe um ponto curioso — e até contraditório. Na cultura japonesa, não é raro ouvir histórias de que, depois de certo tempo de relacionamento, a “pulada de cerca” vira algo quase comum. Em alguns casos, o próprio parceiro até fica sabendo e finge não se importar.
Será? Ou é só mais um mito?
O fato é que, para muitos brasileiros, essa tolerância parece impensável. Afinal, se no Japão existe lei, indenização e tribunal, como é que a infidelidade também pode ser tratada com tamanho silêncio?
Entre a rigidez da lei e a flexibilidade cultural, uma certeza fica: no Japão, traição não passa batido — seja no tribunal ou dentro de casa.
Por Ariane Pilar
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