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Termina nesta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília), o prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã avance em um acordo com Washington. Em declarações recentes, Trump elevou o tom e afirmou que os iranianos “vão viver no inferno” caso não haja avanço nas negociações.
O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já entra na sexta semana — prazo máximo inicialmente projetado pelo próprio presidente norte-americano para a duração da ofensiva.
Os Estados Unidos afirmam que o objetivo central é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, além de limitar o alcance e o número de mísseis do país. Trump declarou que os EUA já teriam “vencido a guerra”, citando a destruição de parte significativa da capacidade militar iraniana, incluindo lançadores e sistemas de mísseis.
Apesar disso, o presidente reforça que é necessário “terminar o trabalho” para evitar futuras ameaças contra os EUA e seus aliados.
Do outro lado, o Irã demonstra capacidade de reação, principalmente no campo econômico. O fechamento parcial do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — provocou alta nos preços dos combustíveis em diversos países.
Além disso, forças iranianas mantêm ataques frequentes contra cidades israelenses, como Tel Aviv e Haifa, enquanto ampliam ações contra bases americanas no Oriente Médio e empresas de energia ligadas aos EUA.
O cenário também impacta o ambiente político interno nos Estados Unidos. A escalada do conflito e suas consequências econômicas pressionam a popularidade de Trump a poucos meses das eleições legislativas conhecidas como “midterms”.
No domingo (5), o presidente publicou em sua rede social um ultimato direto ao governo iraniano, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz e um acordo imediato. Caso contrário, ameaçou atacar pontes e usinas de energia do país.
Já na segunda-feira (6), durante coletiva de imprensa, Trump afirmou que os EUA poderiam “tomar o Irã inteiro em uma noite” e voltou a exigir um acordo considerado aceitável por Washington. Segundo ele, ao fim do prazo, a infraestrutura estratégica iraniana poderá ser rapidamente destruída.
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