Por Redação | Fonte: Ministério da Saúde

O Brasil, mais uma vez, chama a atenção da comunidade internacional da saúde por um feito grandioso: é referência mundial na produção e distribuição de soros antiofídicos — medicamentos que salvam vidas em casos de envenenamento por picadas de cobras. Este reconhecimento se soma a outros que o Sistema Único de Saúde (SUS) já conquistou ao longo dos anos, reforçando sua reputação como um dos sistemas públicos mais abrangentes e elogiados do mundo.

Atualmente, o país é um dos maiores produtores de soros antiofídicos do planeta, com tecnologia de ponta, rigor científico e um modelo de distribuição gratuito e acessível, centralizado no SUS. O serviço é considerado vital, principalmente em um país com dimensões continentais — 8.510.000 km², o que torna a logística de atendimento um dos grandes desafios operacionais.

Leia Também:

Apesar das dificuldades de atender 100% da demanda de forma imediata, sobretudo em regiões remotas da Amazônia Legal ou do interior nordestino, o Brasil mantém uma rede de referência em hospitais e centros especializados no tratamento de acidentes com serpentes. O Instituto Butantan (SP), a Fundação Ezequiel Dias (MG) e o Instituto Vital Brazil (RJ) são alguns dos principais polos produtores desses antivenenos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 81 mil e 138 mil pessoas morrem por ano em todo o mundo em decorrência de picadas de cobras venenosas. No Brasil, os números são mais controlados graças ao acesso rápido aos soros. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2020, foram registrados 31.395 acidentes com serpentes, com 121 óbitos. Já em 2023, o número de casos subiu para 31.725, com 138 mortes confirmadas — ainda assim, índices significativamente menores em relação à média global.

“Ter um sistema como o SUS, que garante acesso gratuito ao soro e assistência médica de urgência, é um diferencial que salva milhares de vidas todos os anos”, afirma um especialista em toxicologia clínica do Instituto Butantan.

Além disso, o Brasil exporta parte desses soros para países da África, Ásia e América Latina, contribuindo com regiões onde o acesso é mais limitado e as taxas de mortalidade por picadas são muito mais elevadas.

Em um cenário global onde a falta de antivenenos é considerada uma emergência de saúde pública negligenciada, o Brasil surge como um exemplo de política pública eficaz. Com todas as críticas e desafios que o SUS enfrenta, este é mais um dos méritos que reafirmam sua importância estratégica para o país e para o mundo.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação