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O brasileiro Ubiratan Rodrigues enfrenta uma luta diária desde que a esposa, Fabíola da Costa, de 32 anos, sofreu um mal súbito há pouco mais de um ano, resultando em três paradas cardiorrespiratórias e deixando-a em estado vegetativo. Desde então, o marido estima que os gastos com o tratamento da companheira já ultrapassam R$ 500 mil.
Diante das dificuldades e do alto custo de vida nos Estados Unidos, Ubiratan planeja retornar ao Brasil com a família em um motorhome adaptado, equipado para oferecer conforto, segurança e suporte médico básico durante a longa viagem — um trajeto de quase 7 mil quilômetros, cruzando 11 países entre Orlando e Juiz de Fora (MG).
O valor inicial do tratamento de Fabíola era de aproximadamente R$ 270 mil, mas, após a alta hospitalar — totalmente coberta pelo plano de saúde americano —, as despesas cresceram significativamente com a compra de insumos para tratamento domiciliar, como medicamentos, fraldas, alimentação via sonda e produtos de higiene.
Atualmente, Ubiratan arcar sozinho com todos os custos e realiza cuidados integrais com a esposa em casa, recebendo apenas o apoio semanal de uma enfermeira vinculada ao seguro saúde. Fabíola é alimentada exclusivamente por sonda enteral, toma medicamentos para controle da pressão, batimentos cardíacos e refluxo, além de suplementos vitamínicos.
Retorno ao Brasil como última esperança
Segundo Ubiratan, viver nos Estados Unidos se tornou insustentável. O plano de saúde local não cobre sessões regulares de fisioterapia e fonoaudiologia, consideradas fundamentais para o tratamento da esposa. Sem condições de continuar trabalhando como caminhoneiro, ele se dedica integralmente aos cuidados de Fabíola.
A opção ideal, segundo o marido, seria o retorno ao Brasil por meio de uma UTI aérea, o que permitiria à esposa continuar o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), próxima da família. No entanto, o custo estimado — superior a R$ 1 milhão — inviabilizou o plano.
Como alternativa, ele decidiu encarar o desafio de viajar em um motorhome totalmente adaptado, que pretende adquirir até o fim de outubro. O veículo deverá atender a exigências técnicas e médicas específicas, garantindo suporte adequado durante a travessia continental.
“Meu objetivo é chegar ao Brasil com ela em segurança. Aqui ficou impossível continuar. Quero apenas dar a ela dignidade e uma chance de continuar lutando”, declarou Ubiratan.
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