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Cerca de 70% dos hospitais no Japão operam no vermelho, segundo a Associação Japonesa de Hospitais. Em 2024, 106 instituições fecharam ou faliram — um aumento em relação aos 80 casos do ano anterior. A crise é causada por receitas estagnadas e custos crescentes com salários e serviços.
O professor Tomoaki Imamura, da Universidade Médica de Nara, aponta que a pandemia mudou o comportamento dos pacientes, que passaram a evitar hospitais ou só procuram ajuda médica em estágios graves da doença, reduzindo as internações e o lucro hospitalar.
A crise ameaça o princípio do livre acesso à saúde no país. O fechamento de hospitais impacta toda a comunidade: um hospital com 500 leitos pode gerar até 8.000 empregos diretos e indiretos.
Imamura recomenda que os pacientes priorizem hospitais locais e procurem atendimento precoce para evitar danos maiores — tanto à saúde quanto ao sistema.
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