Durante reunião realizada no dia 28 em Numazu (província de Shizuoka), o primeiro‑ministro Shigeru Ishiba, presidente do Partido Liberal Democrata (PLD), detalhou a fundamentação da proposta de entregar ¥20.000 em dinheiro a cada cidadão durante as eleições para a Câmara dos Vereadores. A quantia, segundo o líder, foi calculada a partir do aumento nos custos com alimentação.
“A média anual de gastos com alimentação, sem incluir refeições fora de casa e bebidas alcoólicas, é de ¥270.000. Se aplicarmos a taxa de inflação de 7%, chegamos a um valor entre ¥18.900 e ¥19.000, o que justifica os ¥20.000 prometidos”, explicou Ishiba.
Em entrevista concedida no dia 13 a jornalistas, o primeiro‑ministro também afirmou que o valor proposto leva em conta dados de pesquisas orçamentárias familiares e o impacto do imposto sobre consumo de alimentos — evidenciando o esforço do governo em direcionar auxílio à população mais afetada pela alta no custo de vida.
Críticas e questionamentos nas redes sociais
Entretanto, o valor vem sendo alvo de críticas nas redes sociais. Internautas apontam que o cálculo se baseia apenas em alimentação, deixando de fora outras despesas essenciais, como moradia, energia elétrica e transporte. Muitos argumentam que ¥20.000 é pouco para compensar a inflação generalizada que afeta diversas áreas da vida cotidiana.
A promessa, portanto, marca uma tentativa do governo de mostrar sensibilidade às dificuldades financeiras da população, ao passo que defronta-se com a rejeição de parte da sociedade, que considera a ajuda tímida diante do aumento real do custo de vida no Japão.
Fonte/Créditos: Da redação
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